sábado, 5 de março de 2016

05 de Março

"... não durmamos como os demais...". 
1° Tessalonicenes 5: 6.


Há muitas formas de promover a vigília cristã. Entre outras coisas, deixe-me aconselhar vivamente os cristãos a conversarem sobre os caminhos do Senhor. "Cristão e Esperançoso" [N.E.: Referente ao livro O peregrino de John Bunyan (Publicação RBC,2014)], em sua jornada para a "Cidade Celestial", disseram entre si: "Agora, para não adormecemos neste lugar, tenhamos um bom debate". "Cristão" perguntou: "Por onde começamos?" E Esperançoso respondeu: "Iniciemos por onde Deus começou conosco". Então "Cristão" cantou este cântico - 

Aproximem-se, santos adormecidos, 
 Ouçamos a conversa desses dois peregrinos; 
 Aprendamos com seus sábios conselhos, 
Mantenham seus olhos abertos. 
 Bendita comunhão entre irmãos,
Que os mantém acordados, apesar do inferno. 

 Cristãos que se isolam e seguem sozinhos estão muito sujeitos á sonolência. Siga em companhia de cristãos e com eles você se manterá acordado, será renovado e encorajado a progredir mais rapidamente na estrada para o céu. Mas quando tomar o "doce conselho" dos outros nos caminhos de Deus, tenha o cuidado para que o tema de sua conversa seja o Senhor Jesus. Que os olhos da fé estejam constantemente voltados para Ele; que seu coração esteja repleto Dele;  que seus lábios falem de Seu valor. Amigo, viva próximo à cruz e você não dormirá. Trabalhe pasta impressionar a só mesmo com um profundo sentido do valor do lugar para onde está indo. Se você se lembrar de que está indo para o céu, não dormirá no caminho. Se pensar que o inferno está atrás de você e que o diabo o está perseguindo, não andará lentamente. Será que o culpado dorme com o vingador de sangue em seu encalço e a cidade de refúgio à sua frente? Cristão , você dormirá enquanto os portões de ouro estão abertos - os cânticos dos anjos estão esperando que se junte a eles - uma coroa de ouro está pronta para sua cabeça? Ah! não; continue a vigiar e orar em comunhão santa para não cair em tentação.

C.H. Spurgeon.

sexta-feira, 4 de março de 2016

MÚSICA DO DIA

QUE RAIO ACONTECE NA COZINHA #114 Polenta com cogumelos

04 de Março

"...A minha graça te basta..." 
2°Coríntios 12: 9.



Se nenhum dos santos de Deus ficasse pobre e em provação, não conheceríamos tão bem nem metade das consolações da graça divina. Quando encontramos o andarilho que não tem Onde reclinar sua cabeça e que ainda pode dizer: "Eu ainda confio no Senhor"; quando vemos o pobre faminto de pão e água que ainda glorifica a Jesus; quando vemos a viúva enlutada dominada pela aflição e ainda tendo fé em Cristo, ah! que honra isso reflete para o evangelho. A graça de Deus é ilustrada e enaltecida na pobreza e nas provações dos cristãos. Os santos suportam cada desalento acreditando que todas as coisas cooperam para seu bem, e que apesar dos males aparentes, uma bênção verdadeira irá brotar - que seu Deus irá enviar uma libertação imediata, ou mais certamente os apoiará nos problemas enquanto o agradar mantê-los nessa situação. Essa paciência dos santos prova o poder da divina graça. Há um farol no meio do mar: é uma noite tranquila - eu não posso afirmar se o edifício é firme, a tempestade deve castigá-lo, e então poderei saber se ele aguentará de pé. É assim com a obra do Espírito: se não houvesse tantas ocasiões cercadas de águas turbulentas, não poderíamos saber que Ele é forte e verdadeiro; se os ventos não soprassem sobre Ele, não saberíamos como Ele é seguro e firme. As obras-primas de Deus são aqueles homens que se erguem em meio às dificuldades e se mantém firmes e  inabaláveis, - Calma em meio a gritos atordoantes, Confiança na vitória. Aquele que quer glorificar a Deus deve estar ciente de enfrentar muitas provações. Nenhum homem pode ser bendito perante o Senhor a menos que sejam muitos os seus conflitos. Se então, o seu caminho for de muitas provações, regozije-se nele, por que terá uma demonstração melhor da suficiente graça de Deus. Quanto a Ele falhar com você, nunca sonhe com isso - abomine este pensamento. Devemos confiar até o fim no Deus que tem sido suficiente até agora.

C.H. Spurgeon

quinta-feira, 3 de março de 2016

03 de Março

”... provei-te na fornalha da aflição”.
Isaías 48: 10.


Console-se, cristão em provação, com este pensamento: Deus disse: “provei-te na fornalha da aflição”.
Estas palavras não chegam como uma chuva suave para acalmar a fúria das chamas? Sim, não é uma armadura de amianto contra a qual o calor não tem poder? Deixe vir a aflição – Deus me provou. Pobreza, pode bater à minha porta, mas Deus já está dentro da casa e Ele me provou. Doença, pode chegar, mas tenho o bálsamo pronto. O que quer que recair sobre mim nesse vale de lagrimas, sei que Ele me “provou”. Cristão, se você ainda precisar de um consolo maior, lembre-se de que o Filho do Homem está com você na fornalha. Naquele seu aposento silencioso, está sentado ao seu lado Aquele que não pode ser visto, mas a quem você ama; e, muitas vezes, quando você não sabe, Ele faz toda a sua cama na aflição e afofa o seu travesseiro. Embora você esteja na pobreza, o Senhor da vida e da glória é um visitante frequente em sua graciosa casa. Ele ama entrar nesses lugares desolados, então poderá visita-lo. Seu amigo está próximo. Você não pode vê-lo, mas pode sentir o toque de Suas mãos.
Não escuta Sua voz? Mesmo no vale da sombra da morte ele diz: “Não temas, porque Eu sou contigo; não te assombres, porque Eu sou o teu Deus”. Lembre-se daquele nobre discurso de Júlio César: “Não temas, levas César e toda a sua fortuna”. Não tema, Sua presença é consolo e segurança. Ele nunca deixará aqueles que escolheu para si. “Não temas, porque Eu sou contigo”, é Sua palavra certa de promessa aos Seus escolhidos na “fornalha da aflição”. Porventura você não se apegará a Cristo e dirá:
Através das águas e chamas, se Jesus guiar,
Vou segui-lo aonde Ele for?



C.H. Spurgeon

quarta-feira, 2 de março de 2016

02 de Março

"Pelo que todo o Israel tinha de descer aos filisteus para amolar a relha do seu arado, e a sua enxada, e o seu machado, e a sua foice". 
1°Samuel 13: 20.

Estamos envolvidos numa grande guerra contra os filisteus do mal. Cada arma ao nosso alcance deve ser usada. Pregar, ensinar, orar, dar, tudo precisa ser colocado em ação, e talento que puderam ser usados no serviço devem ser empregados agora. Enxadas, machados e foices podem ser úteis para matar filisteu;  ferramentas ásperas podem ser usadas em golpes duros e a matança não precisa ser feita elegantemente, desde que seja feita com eficácia. Cada momento dentro ou fora da temporada; cada fragmento de habilidade, treinada ou não; cada oportunidade, favorável ou não, precisa ser usada, pois os inimigos são muitos e nossa força é escassa. A maior parte de nossas ferramentas precisa ser afiada; precisamos rapidez de percepção tato, energia, prontidão. Em resumo: adaptação completa ao trabalho do Senhor. Senso prático é algo muito escasso entre os dirigentes das empresas cristãs. Precisamos aprender com nossos o inimigos, se possível, e então fazer os filisteus afiarem nossas armas. Esta manhã, vamos observar o suficiente para aprimorar nosso zelo durante o dia, pela ajuda do Espírito Santo. Você vê a energia dos religiosos, como eles vagam mar  e terra para fazer um convertido, devem eles monopolizar todo fervor? Note os devotos pagãos, que torturas suportam ao serviço de seus ídolos! Só eles podem exibir paciência e  auto sacrifício? Observe o príncipe das trevas, como é perseverante em seus esforços, como é ousado em suas tentativas, como é perseverante em seus esforços, como é ousado em suas tentativas, como é corajoso em seus planos, como se esmera em seus enredos, quanta energia em tudo! Os demônios são unidos como um homem em sua rebelião infame, enquanto nos crentes em Jesus estamos divididos em nosso serviço a Deus e raramente trabalhamos em união. Que na mesma medida em que Satanás se empenha para enredar suas vítimas, aprendemos a ir como bons samaritanos, ao encontro de alguém a quem possamos abençoar!


C.H. Spurgeon.

terça-feira, 1 de março de 2016

01 de Março.

“Levanta-te, vento norte, e vem tu, vento sul; assopra no meu jardim, para que se derramem os seus aromas...”.
Cântico dos Cânticos 4: 16.

Qualquer coisa é melhor do que a calmaria da indiferença. Nossas almas sabiamente desejam o vento norte da tribulação apenas se puderem ser santificadas e exalar o perfume de nossas virtudes. Tanto quanto não se pode dizer: “O Senhor não estava no vento”, não vamos recuar frente a maior explosão invernal que já soprou sobre as plantas da graça. A esposa nesse versículo não se submete humildemente às repreensões de seu Amado? Não pede apenas que envie Sua graça de alguma forma, sem estipular uma maneira específica como esta deveria vir? Como nós, será que ela não se torna tão profundamente cansada da apatia e calma profana, que suspira por qualquer visita que a prepare para agir? Ainda assim, ela também deseja o vento quente do sul da consolação, os sorrisos do amor divino, a alegria da presença do Redentor; esses normalmente são eficazmente poderosos para erguer nossa vida morosa. Ela deseja ou um ou outro, ou ambos para que possa ser capaz de encantar seu Amado com as especiarias de seu jardim.
Nem ela nem nós conseguimos suportar ser inúteis. Como é animadora a ideia de que Jesus possa encontrar conforto em nossas pobres e frágeis virtudes. Pode ser? Parece bom demais para ser verdade. Bem podemos enfrentar a corte do julgamento ou mesmo a própria morte se assim pudermos ajudar a deixar o coração de Emanuel feliz. Ah, que nosso coração seja dividido em átomos se por tal ferida nosso doce Senhor Jesus puder ser glorificado.
Virtudes não exercidas são como doces perfumes adormecidos dentro das flores; a sabedoria do grande Noivo sobrepõe causas diversas e opostas para produzir o resultado desejado, e faz que tanto a aflição como a consolação atraiam os gratos aromas da fé, amor, paciência, esperança, resignação, alegria e outras belas flores do jardim. Que possamos saber, pela doce experiência, o que isso significa.


C.H. Spurgeon