domingo, 5 de junho de 2016

05 de Junho.

“E o SENHOR fechou a porta após ele.” 
Gênesis 7.16

Com mãos de amor, Noé foi fechado, separado de todo o mundo. A porta da eleição vem entre nós e o mundo onde aquele que é mau existe. Não somos do mundo, assim como o nosso Senhor não era do mundo (ver João 17.14). Não podemos entrar no pecado e nas buscas da multidão. Não podemos brincar nas ruas da Feira da Vaidade, com os filhos das trevas, visto que o nosso Pai celestial nos fechou do lado de dentro. Noé estava fechado com seu Deus. “Entra na arca” (Gênesis 7.1), foi o convite do Senhor por meio do qual deixou evidente que Ele mesmo tencionava habitar na arca, com seu servo e sua família. Deste modo, todos os escolhidos habitam em Deus e Deus neles. Os eleitos estão encerrados no mesmo círculo onde se encontra Deus, na Pessoa do Pai, o Filho e o Espírito Santo. Oh! que jamais sejamos desatenciosos à chamada graciosa!
Vem, povo meu, entra em tuas câmaras. Fecha as portas atrás de ti e esconde-te por um momento, até que passe a indignação. Noé foi fechado de tal modo que nenhum mal podia atingi-lo. As águas do Dilúvio tão-somente elevaram a Noé, colocando-o mais perto do céu; e as rajadas de ventos apenas o conduziram em seu caminho. Do lado de fora da arca, tudo era ruína; no seu interior, tudo era sossego e paz. Sem Cristo, perecemos, mas em Cristo há segurança perfeita. Noé estava tão fechado na arca, que nem mesmo desejou sair dali. Aqueles que estão em Cristo Jesus, estão nEle para sempre. Nunca mais sairão, pois a fidelidade eterna os encerrou e a malícia infernal não pode arrastá-los para fora. O Príncipe da casa de Davi tem a chave “que fecha, e ninguém abrirá” (Apocalipse 3.7).
Nos últimos dias, o Senhor da casa se levantará e fechará a porta. Em vão, os meros filósofos hão de bater e clamar: “Senhor, Senhor, abre-nos a porta”. Aquela mesma porta que fechará no interior as virgens prudentes, deixará do lado de fora os tolos, para sempre. Senhor, fecha-me em teu reino por meio de tua graça.

C.H. Spurgeon

sábado, 4 de junho de 2016

04 de Junho.

“A benignidade e caridade de Deus, nosso Salvador.” 
Tito 3.4 – ARC

Quão agradável é contemplar o Senhor conversando intimamente com o seu povo amado! Não pode haver nada mais encantador que, pelo divino Espírito, ser levado ao fértil campo do deleite. Considere, por um momento, a história do amor do Redentor; tal consideração nos revelará inúmeros atos de afeição – os quais tiveram por modelo, o trançado do coração de Cristo e o entrançado de pensamentos da alma renovada com a mente de Jesus. Quando meditamos nesse amor admirável e contemplamos o todo-glorioso Compatriota da igreja, dotando-a com toda sua antiga riqueza, nossa alma pode desfalecer de regozijo. Quem pode suportar tão imenso amor? Aquele senso parcial deste amor, senso que o Espírito Santo, às vezes, se agrada em nos proporcionar, é superior ao que uma alma pode conter. Quão gloriosa deve ser uma contemplação total desse amor!
Quando nossa alma é capaz de discernir todos os dons do Salvador, tem sabedoria para avaliá-los e tempo para meditar sobre eles, assim como o mundo por vir nos permitirá, seremos capacitados a desfrutar de uma comunhão mais íntima com nosso amado Salvador. Mas, quem pode imaginar a doçura desta comunhão? Talvez ela seja uma das coisas que não subiram ao coração do homem e que Deus tem preparado para aqueles que O amam.
Oh! que as portas dos celeiros de nosso José sejam abertas e vejamos a plenitude que ali está guardada para nós! Seremos completamente dominados pelo amor. Vemos por meio da fé, como em espelho, obscuramente (ver 1 Coríntios 13.12), a imagem refletida de seus tesouros ilimitados. Mas, quando virmos com nossos próprios olhos as coisas celestiais como elas realmente são, quão profunda será a torrente de comunhão em que nossa alma se banhará! Até lá, nossos mais altos sonetos serão reservados para nosso amado Benfeitor, Jesus Cristo nosso Senhor, cujo amor por nós e maravilhoso, ultrapassando o amor humano.

C.H. Spurgeon

sexta-feira, 3 de junho de 2016

MÚSICA DO DIA

QUE RAIO ACONTECE NA COZINHA #127 RECEITA DE HAMBURGUER SUÍNO COM GELÉIA DE ABACAXI

03 de Junho

“Estes foram oleiros, e habitavam nas hortas e nos cerrados; estes ficaram ali com o rei na sua obra.”
1Crônicas 4.23 –ARC

Os oleiros não constituíam a classe mais nobre de trabalhadores, todavia, o rei precisava deles. Por isso, estavam a serviço do rei, embora o material com o qual trabalhavam era a argila. Nós também podemos estar envolvidos na mais humilde parte da obra do Senhor, mas é um grande privilégio fazer qualquer coisa para o Rei; portanto permaneceremos em nosso chamado, com a esperança de que, embora nos encontremos “entre as cercas dos apriscos”, ainda seremos como “as asas da pomba … cobertas de prata, cujas penas maiores têm o brilho flavo do ouro” (Salmos 68.13). Aqueles que habitavam nas hortas e nos cerrados tinham a realizar um trabalho desgastante, árduo, isolador e envolvido com sujeira de fossos. Eles talvez desejassem viver na cidade, em meio à sociedade e aos seus refinamentos, porém, se mantiveram em seu lugar designado, porque, também estavam fazendo a obra do rei. O lugar de nossa habitação está fixado. Não devemos abandoná-lo por capricho, e sim procurar servir ao Senhor onde residimos, sendo uma bênção para aqueles entre os quais vivemos.
Esses oleiros e jardineiros tinham a companhia do rei, pois ficavam ali com ele. Apesar de viverem entre cercas e plantas, moravam com o rei. Nenhum trabalho humilde pode nos impedir de ter comunhão com nosso divino Senhor. Ao visitar domicílios, locais de trabalho e prisões lotadas, podemos ir com o Rei. Em todas as obras da fé, podemos estar certos de que temos a companhia de Jesus. Quando estamos envolvidos em seu serviço, estamos confiantes de sua aprovação. Vocês, trabalhadores desconhecidos, que estão ocupados na obra de seu Senhor, em meio à sujeira e à insignificância dos mais humildes, tenham bom ânimo, pois já se encontrou joias na esterqueira, vasos terrenos foram enchidos com tesouros celestiais e ervas daninhas foram transformadas em flores preciosas. Esteja com o Rei, para realizar a obra dele. E, quando Ele escrever as suas crônicas, o seu nome será registrado.

C.H. Spurgeon

quinta-feira, 2 de junho de 2016

02 de Junho

“Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne.” 
Gálatas 5.17

No espírito de cada crente, existe uma constante luta da velha natureza contra a nova natureza. A velha natureza se mostra bastante ativa e não perde oportunidade de empregar todas as armas de seu arsenal mortífero contra a graça recém-nascida. Por outro lado, a nova natureza está sempre em vigilância para resistir e destruir seu inimigo. A graça em nosso espírito utilizará a oração, a fé, a esperança e o amor para expulsar o mal. Ela se veste de toda a “armadura de Deus” (Efésios 6.11) e luta com ardor. Estas duas naturezas opostas nunca cessarão de lutar, enquanto estivermos neste mundo.
Cristão, o peregrino de Bunyan, lutou contra Apoliom por muitas horas, mas a luta de Cristão contra si mesmo durou todo o caminho, a partir da Porta Estreita até ao rio Jordão. Embora estejamos atribulados, e frequentemente em doloroso combate, temos um Ajudador poderoso: Jesus, o Capitão de nossa salvação. Ele está sempre conosco e nos assegura de que seremos “mais que vencedores” (Romanos 8.37) por meio dele. Com tal assistência, a nova natureza recém-nascida é uma forte lutadora para seus inimigos. Você está lutando contra o adversário hoje? Satanás, o mundo e a carne estão todos contra você? Não desanime. Continue lutando! Deus mesmo está ao seu lado. Jeová-Nissi é a sua bandeira; e Jeová-Rapha é aquele que cura as suas feridas. Não tema, você será vitorioso, porque quem pode derrotar a Onipotência? Continue a lutar, olhando para Jesus (ver Hebreus 12.2)! Embora o conflito seja demorado e árduo, doce será a vitória e gloriosa, a recompensa prometida. Jesus, o Capitão de nossa salvação, nos assegura que no tempo próprio nos tornaremos mais do que vencedores por meio dAquele que nos amou.
Prosseguimos de força em força; Lutamos, batalhamos e oramos. Vencemos todos os poderes das trevas e, no dia de bom combate, ganhamos!

C.H. Spurgeon 

quarta-feira, 1 de junho de 2016

01 de Junho

“Houve tarde e manhã, o primeiro dia.” 
Gênesis 1.5

Acontecia isso mesmo no começo? A luz e as trevas dividiram o espaço de tempo do primeiro dia? De modo semelhante, pouca admiração deve haver se eu tiver mudanças em minha situação, passando do resplendor da prosperidade para a meia noite da adversidade. Em certas épocas, já é esperado que lamentarei a ausência de minhas alegrias anteriores e que buscarei meu Senhor durante a noite. Não estou sozinho nisso, pois todos os amados do Senhor têm experimentado a necessidade de entoar a canção mista da misericórdia com o juízo, da provação com o livramento, do lamento com o deleite.

Um dos arranjos da providência divina é o fato de que a noite e o dia jamais cessarão, quer no âmbito espiritual, quer no âmbito da criação natural, até que cheguemos ao lugar sobre o qual está escrito: “Já não haverá noite” (Apocalipse 22.5). Aquilo que nosso Pai celestial ordena é bom e sábio. Então, ó minha alma, o que é melhor fazeres? Primeiramente, deves contentar-te com esta ordem divina, e esteja pronta, como Jó, a receber o mal da mão do Senhor tanto quanto o bem. Depois, procure fazer “alegres as saídas da manhã e da tarde” (Salmos 65.8 ARC). Louva o Senhor pelo sol da alegria, quando este desponta, e pela melancolia do anoitecer, quando este chega. Existe beleza tanto no alvorecer como no entardecer. Canta sobre a alegria deles e glorifica o Senhor. Crente, assim como o rouxinol, cante suas melodias em todas as horas. A noite é tão útil como o dia. O orvalho da graça cai pesadamente na noite de tristezas. As estrelas da promessa brilham gloriosamente em meio às trevas da aflição. Continue o seu serviço para o Senhor, suportando todas as mudanças. Se durante o dia, seu lema é trabalho, à noite, mude-o para vigilância. Cada hora tem sua função. Permaneça em sua chamada como servo do Senhor, até que Ele apareça repentinamente em glória. Alma minha, sua noite de velhice e morte se aproxima. Não tema, pois ela é parte do dia; e o Senhor disse: “Todo o dia o SENHOR o protegerá” (Deuteronômio 33.12).

C.H. Spurgeon