terça-feira, 6 de junho de 2017

06 de Junho.

Completamente inimigo de Deus

E a vós outros também que, outrora, éreis estranhos e inimigos no entendimento pelas vossas obras malignas, agora, porém, vos reconciliou no corpo da sua carne, mediante a sua morte. 
Colossenses 1:21-22.

A melhor notícia do mundo é que nossa separação de Deus terminou e estamos reconciliados com o Juiz do universo. Deus não é mais contra nós, mas por nós. Ter o amor onipotente do nosso lado fortalece poderosamente a alma. A vida se torna totalmente livre e corajosa quando o Ser mais forte é por você.
Porém, o todo da mensagem de salvação de Paulo não é uma boa notícia para aqueles que rejeitam o diagnóstico de Colossenses 1.21. Ele diz: vocês eram “estranhos e inimigos no entendimento”.
Quantas pessoas você conhece que dizem: “Eu sou inimigo de Deus em meu entendimento”? As pessoas raramente dizem: “Eu odeio a Deus”. Então, o que Paulo quer dizer quanto às pessoas serem “inimigas no entendimento” em relação a Deus antes de serem reconciliadas pelo sangue de Cristo?
Acho que ele quer dizer que a inimizade está realmente ali em relação ao verdadeiro Deus, mas as pessoas não se permitem pensar no verdadeiro Deus. Elas imaginam que Deus é como gostariam que ele fosse, o que raramente inclui qualquer possibilidade de que possam estar em sérios problemas com ele.
Mas com respeito ao Deus que realmente é — um Deus que é soberano sobre todas as coisas, incluindo a doença e a tragédia — todos nós fomos inimigos dele, diz Paulo. No íntimo, odiamos seu poder e autoridade absolutos.
Se qualquer um de nós é salvo, isso é devido à maravilhosa verdade de que a morte de Cristo obteve a graça pela qual Deus conquistou nossos corações e nos fez amar aquele que uma vez odiamos.
Muitos ainda estão aprendendo a não serem inimigos de Deus. É algo bom que ele seja gloriosamente paciente.

John Piper

05 de Junho.

Confiável quanto às coisas terrenas

Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. 
Mateus 6:33.

Um dos mais poderosos testemunhos da completa suficiência da graça futura é o “princípio de fé” que governou a vida de tantos missionários, especialmente os da OMF – Overseas Missionary Fellowship [Associação Missionária Intercontinental].
Sem condenar aqueles que seguem um padrão diferente, tem sido a prática daqueles que seguem os passos de Hudson Taylor mover o coração das pessoas a doar, falando com Deus e não com as pessoas.
James H. Taylor, bisneto do fundador, explica como essa fé na graça futura, enraizada em manifestações da graça no passado, honra a Deus.
Nós… começamos de uma posição de fé. Cremos que Deus existe. Nós nos convencemos disso de várias maneiras, mas todos nós experimentamos a graça de Deus ao nos levar a conhecer a Si mesmo por meio de Jesus Cristo e através do novo nascimento por Seu Espírito. Cremos que temos boas razões para crer nele pelo fato histórico da ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos: acreditamos que alguém que disse que morreria e ressuscitaria, e o fez, é confiável em qualquer outra situação. Portanto, estamos preparados para confiar nele, não apenas para a salvação eterna de nossas almas, mas também para a provisão prática de nosso pão diário e de apoio financeiro.
A OMF publica testemunhos da incrível fidelidade de Deus para demonstrar a glória de sua graça futura que tudo provê. “Queremos demonstrar que Deus pode ser crido quanto a tudo o que Ele diz que fará, ao compartilhar como Ele providenciou tais necessidades terrenas como passagens de avião, refeições, despesas médicas e o sustento regular de todo um grupo de cristãos por mais de cem anos”.
A OMF se dedica a glorificar a dependência de Deus — em sua mensagem e em seu método. Hudson Taylor o expressou dessa forma: “Há um Deus vivo. Ele falou na Bíblia. Ele quer dizer o que diz e fará tudo o que Ele prometeu”.
Vidas de fé são o grande espelho da confiabilidade de Deus.

John Piper

domingo, 4 de junho de 2017

04 de Junho.

O que faz Deus se orgulhar

Mas, agora, aspiram a uma pátria superior, isto é, celestial. Por isso, Deus não se envergonha deles, de ser chamado o seu Deus, porquanto lhes preparou uma cidade. 
Hebreus 11:16

Eu desejo muito que Deus me diga o que ele disse sobre Abraão, Isaque e Jacó: “Não me envergonho de ser chamado o seu Deus”.
Por mais arriscado que pareça, isso não significa que, de fato, Deus pode realmente “orgulhar-se” de ser chamado de meu Deus? Felizmente essa possibilidade maravilhosa é cercada (em Hebreus 11.16) de razões: uma anterior e uma posterior.
Considere primeiro a posterior: “Deus não se envergonha deles, de ser chamado o seu Deus, porquanto lhes preparou uma cidade”.
A primeira razão pela qual Deus não tem vergonha de ser chamado de seu Deus é que ele fez algo por eles. Deus fez uma cidade para eles — a cidade celestial “da qual Deus é o arquiteto e edificador” (Hebreus 11.10). Assim, a primeira razão pela qual ele não se envergonha de ser chamado seu Deus é que ele tem trabalhado por eles. Não o contrário.
Agora, considere a razão dada anteriormente: “[Eles] aspiram a uma pátria superior, isto é, celestial. Por isso, Deus não se envergonha deles, de ser chamado o seu Deus”.
“Por isso” sinaliza que uma razão acaba de ser dada pela qual Deus não se envergonha. A razão é o desejo deles. Eles desejam uma pátria melhor, ou seja, um país melhor do que o terreno em que vivem; a saber, um celestial.
Quando nós desejamos esta cidade mais do que desejamos tudo o que esse mundo pode dar, Deus não se envergonha de ser chamado nosso Deus. Quando valorizamos tudo o que Deus promete ser para nós, ele se orgulha de ser nosso Deus. Essa é uma boa notícia.
Então, abra seus olhos para a pátria melhor e a cidade de Deus, e a deseje com todo o seu coração. Deus não se envergonhará de ser chamado seu Deus.

John Piper

sábado, 3 de junho de 2017

03 de Junho.

Fé para o impossível

Pela fé, se fortaleceu, dando glória a Deus, estando plenamente convicto de que ele era poderoso para cumprir o que prometera. 
Romanos 4:20-21.

Paulo tem em mente uma razão especial pela qual a fé glorifica a graça futura de Deus. De modo simples, a razão é que essa fé que glorifica a Deus é uma confiança orientada para o futuro na integridade, poder e sabedoria de Deus para cumprir todas as suas promessas.
Paulo ilustra essa fé com a resposta de Abraão à promessa de Deus: que ele seria o pai de muitas nações (Romanos 4.18). “Esperando contra a esperança, creu”, ou seja, ele tinha fé na graça futura da promessa de Deus.
“E, sem enfraquecer na fé, embora levasse em conta o seu próprio corpo amortecido, sendo já de cem anos, e a idade avançada de Sara, não duvidou, por incredulidade, da promessa de Deus; mas, pela fé, se fortaleceu, dando glória a Deus, estando plenamente convicto de que ele era poderoso para cumprir o que prometera” (Romanos 4.19-21).
A fé de Abraão foi uma fé na promessa de Deus de fazer dele o pai de muitas nações. Essa fé glorificou a Deus porque chamou a atenção para todos os suprimentos de Deus que seriam necessários para cumpri-la.
Abraão era velho demais para ter filhos e Sara era estéril. Não apenas isso: como você transforma um filho ou dois em “muitas nações”, das quais Deus disse que Abraão seria o pai? Tudo parecia totalmente impossível.
Portanto, a fé de Abraão glorificou a Deus ao estar plenamente segura de que ele poderia e faria o impossível.

John Piper

02 de Junho.

Quem são os filhos de Abraão?

Em ti serão benditas todas as famílias da terra. 
Gênesis 12:3.

Vocês que esperam em Cristo e o seguem na obediência da fé são descendentes de Abraão e herdeiros das promessas da sua aliança.
Deus disse a Abraão em Gênesis 17.4: “Quanto a mim, será contigo a minha aliança; serás pai de numerosas nações”. Mas Gênesis deixa claro que Abraão não gerou uma multidão de nações num sentido físico ou político. Portanto, o significado da promessa de Deus foi, provavelmente, que uma multidão de nações de alguma forma desfrutaria das bênçãos da filiação, embora fisicamente não fossem ligadas a Abraão.
Isso é, sem dúvida, o que Deus quis dizer em Gênesis 12.3, quando disse a Abraão: “Em ti serão benditas todas as famílias da terra”. Desde o princípio, Deus tinha em vista que Jesus Cristo seria o descendente de Abraão, e que todo aquele que confia em Cristo se tornaria um herdeiro da promessa de Abraão.
Assim, é dito em Gálatas 3.29: “E, se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa”.
Assim, quando Deus disse a Abraão há 4.000 anos: “Quanto a mim, será contigo a minha aliança; serás pai de numerosas nações”, ele abriu o caminho para que qualquer um de nós, não importa a que nação pertençamos, se torne filho de Abraão e herdeiro das promessas de Deus. Tudo o que precisamos fazer é compartilhar a fé de Abraão, ou seja, depositar nossa esperança nas promessas de Deus, de modo que, se a obediência exigir, possamos abrir mão do nosso bem mais precioso, como Abraão abriu mão de Isaque.
Não nos tornamos herdeiros das promessas de Abraão trabalhando para Deus, mas confiando que Deus trabalha por nós. “[Abraão] pela fé, se fortaleceu, dando glória a Deus, estando plenamente convicto de que ele era poderoso para cumprir o que prometera” (Romanos 4.20-21). É por isso que Abraão podia obedecer a Deus, mesmo quando a obediência parecia um beco sem saída. Ele confiou que Deus faria o impossível.
A fé nas promessas de Deus — ou diríamos hoje, a fé em Cristo, o qual é a confirmação das promessas de Deus — é o caminho para se tornar um filho de Abraão; a obediência é a evidência de que a fé é genuína (Gênesis 22.12-19). Portanto, Jesus diz em João 8.39: “Se sois filhos de Abraão, praticai as obras de Abraão”.
Os filhos de Abraão são pessoas de todas as nações que colocam a sua esperança em Cristo e que, por isso, como Abraão no Monte Moriá, não deixam que o seu bem terreno mais valioso impeça a sua obediência.
Vocês que esperam em Cristo e o seguem na obediência da fé são os descendentes de Abraão e herdeiros das promessas da sua aliança.

John Piper

quinta-feira, 1 de junho de 2017

01 de Abril.

Duas das nossas necessidades mais profundas.
À igreja dos tessalonicenses, em Deus, nosso Pai, e no Senhor Jesus Cristo.
2 Tessalonicenses 1:1.

Nós, como igreja, estamos “em” um Pai e “em” um Senhor. O que isso significa?
A palavra “Pai” implica principalmente cuidado, sustentação, proteção, provisão e disciplina. Assim, estar “no” Pai significa primariamente estar sob seu cuidado e sua proteção.
A outra designação é Senhor: Nós estamos no Senhor Jesus Cristo. A palavra “Senhor” implica principalmente autoridade, liderança e propriedade. Portanto, estar “no” Senhor significa primariamente estar sob seu encargo, sob sua autoridade e em sua posse.
Assim, Paulo cumprimenta a igreja de Tessalônica de forma a lembrá-los que eles são uma família (aos cuidados de um Pai) e que eles são servos (ao comando de um Senhor). Essas duas descrições de Deus como Pai e Senhor e, portanto, da igreja como família e servos, correspondem a duas das nossas necessidades mais profundas.
As duas necessidades que cada um de nós tem são a necessidade de resgate e ajuda e a necessidade de propósito e significado.
Precisamos de um Pai celestial que se apiede de nós e nos liberte do pecado e miséria. Precisamos de sua ajuda a cada passo do caminho pois somos muito fracos e vulneráveis.Mas também precisamos de um Senhor celestial para nos guiar na vida, nos dizer o que é sábio e nos dar um comando grandioso e significativo para cumprirmos. Nós não queremos apenas estar seguros no cuidado de um Pai. Queremos uma causa gloriosa pela qual viver.
Queremos que um Pai misericordioso seja nosso protetor e queremos que um Senhor onipotente seja nosso campeão, nosso comandante e nosso líder. Assim, quando Paulo diz no versículo 1: Vocês são a igreja “em Deus, nosso Pai, e no Senhor Jesus Cristo”, nós podemos descansar e ser ajudados por um e obter coragem e significado do outro.

John Piper

31 de Maio.

O benefício de servir a Deus.

Serão seus servos, para que conheçam a diferença entre a minha servidão e a servidão dos reinos da terra. 
2 Crônicas 12:8.

Servir a Deus é completamente diferente de servir a qualquer outra pessoa.
Deus é extremamente zeloso para que compreendamos e apreciemos isso. Por exemplo, ele nos ordena: “Servi ao SENHOR com alegria” (Salmo 100.2). Há uma razão para essa alegria. Ela é dada em Atos 17.25. Deus não é “servido por mãos humanas, como se de alguma coisa precisasse; pois ele mesmo é quem a todos dá vida, respiração e tudo mais”.
Nós o servimos com alegria, porque não temos o fardo de satisfazer as suas necessidades. Pelo contrário, nos regozijamos em um serviço onde Deus atende as nossas necessidades. Servir a Deus sempre significa receber graça de Deus.
Há uma história em 2Crônicas 12 para mostrar como Deus é zeloso de que compreendamos isso e nos gloriemos nisso. Roboão, o filho de Salomão, que governou o reino do sul após a revolta das dez tribos, “deixou a lei do SENHOR” (2 Crônicas 12.1). Ele escolheu opor-se ao serviço do Senhor e entregou o seu serviço a outros deuses e outros reinos. Como juízo, Deus enviou a Sisaque, rei do Egito, contra Roboão com 1.200 carros e 60.000 cavaleiros (2 Crônicas 12.2-3).
Em misericórdia, Deus enviou o profeta Semaías a Roboão com essa mensagem: “Assim diz o SENHOR: Vós me deixastes a mim, pelo que eu também vos deixei em poder de Sisaque” (2 Crônicas 12.5). O feliz resultado dessa mensagem é que Roboão e seus príncipes se humilharam em arrependimento e disseram: “O SENHOR é justo” (2 Crônicas 12.6).
Quando o Senhor viu que se humilharam, disse: “Humilharam-se, não os destruirei; antes, em breve lhes darei socorro, para que o meu furor não se derrame sobre Jerusalém, por intermédio de Sisaque” (2 Crônicas 12.7). Mas, como uma disciplina para eles, disse: “serão seus servos, para que conheçam a diferença entre a minha servidão e a servidão dos reinos da terra” (2 Crônicas 12.8).
A ênfase é clara: Servir a Deus é uma dádiva, uma bênção, uma alegria e um benefício.
É por isso que eu sou tão zeloso em dizer que o culto da manhã de domingo e o culto da obediência diária não é, no fundo, uma custosa oferta para Deus, mas uma alegre dádiva da parte de Deus.

John Piper