quarta-feira, 31 de agosto de 2016

31 de Agosto.

No meu braço esperam. 
Isaías 51.5

Em tempos de aflições severas, o crente não tem nada neste mundo em que possa confiar; por isso, ele é impulsionado a refugiar-se exclusivamente em seu Deus. Quando seu navio está afundando e nenhum livramento humano pode ajudar, o crente tem de se entregar de modo singelo e completo à providência e ao cuidado de Deus. Feliz tempestade a que faz um homem naufragar numa rocha como estai Ó, abençoado furacão que conduz a alma a Deus somente! Às vezes não há comunicação com nosso Deus, por causa da multidão de nossos amigos. Mas quando um crente se encontra tão incapacitado, sem amigos e sem auxílio, que não tem onde encontrar socorro, ele corre aos braços de seu Pai, sendo ali envolvido com alegria e felicidade. Quando está carregado de problemas tão urgentes e tão singulares que ele não pode contar a mais ninguém, exceto a Deus, deve ser grato por eles. Nesse tempo o crente aprenderá mais de seu Pai do que em qualquer outra época.
Ó crente fustigado por tempestades, uma aflição bendita está impulsionando-o aos braços de seu Pai! Agora, ao poder confiar somente em seu Deus, ponha nEle toda a sua fé. Não desonre o seu Mestre e Senhor, por dúvidas e temores indignos; pelo contrário, seja firme na fé, dando glória a Deus. Mostre aos ricos quão rico você é em sua pobreza, quando o Senhor Deus é Aquele que o ajuda. Mostre aos fortes quão forte você é em sua fraqueza, quando os braços eternos são o seu amparo (ver Deuteronômio 33.27). Agora é o tempo das proezas da fé. Você deve ser forte e bastante corajoso. Assim como temos certeza de que Deus criou os céus e a terra, assim também podemos estar certos de que Ele glorificará a Si mesmo na fraqueza do crente e magnificará o seu poder em meio à aflição deste. A majestade da abóbada celeste seria arruinada, se o céu fosse amparado por uma simples coluna visível, e a fé do salvo perderia a sua glória se descansasse em qualquer coisa perceptível aos olhos carnais. Que o Espírito Santo lhe dê descanso em Jesus neste último dia do mês.

C.H. Spurgeon

terça-feira, 30 de agosto de 2016

30 de Agosto.

Espera pelo SENHOR. 
Salmos 27.14

Parece ser fácil esperar, mas às vezes, muitos anos têm de se passar, antes de aprendermos a esperar. É mais fácil avançarmos gradual e constantemente do que permanecermos quietos. Existem horas de perplexidade, em que o espírito mais disposto, que deseja com ansiedade servir ao Senhor, não sabe que direção tomar. Então, o que fazer? Se atormentará pelo desespero? Retornará por covardia, correrá para a direita, em temor, ou avançará apressadamente, em presunção? Não, deve simplesmente esperar.
Espere em oração. Invoque a Deus, apresentando o seu caso diante dele. Conte-Lhe sua dificuldade e clame pelo cumprimento da promessa de ajuda. Estando em dilema entre um dever e outro, é mais agradável ser humilde como uma criança, esperando no Senhor com simplicidade de alma. Com certeza, as coisas sucedem bem para nós quando sentimos e conhecemos nossa própria loucura e quando estamos sinceramente dispostos a ser guiados pela vontade de Deus. Espere em fé. Expresse ao Senhor a sua inabalável confiança nEle. Esperar sem fé e confiança é um insulto ao Senhor. Creia que, mesmo se Ele lhe mantiver esperando por longo tempo, virá no tempo certo. A visão se cumprirá e não tardará. Espere em calma paciente, não se rebelando por estar passando por aflição; antes, bendizendo a Deus pela aflição. Jamais murmure como o fizeram os filhos de Israel contra Moisés. Nunca deseje voltar ao mundo, mas aceite a situação como ela é, colocando-a, de todo o seu coração, sem qualquer vontade pessoal, nas mãos de seu Deus da aliança, confessando-Lhe: “Senhor, faça-se a tua vontade e não a minha. Eu não sei o que fazer. Cheguei ao extremo. Mas, esperarei até que Tu dividas o mar ou faças retroceder os meus inimigos. Aguardarei mesmo que me mantenhas esperando por muitos dias, porque o meu coração está firmado tão-somente em Ti, Ó Deus. Meu espírito espera em Ti, na plena convicção de que serás minha alegria e salvação, meu refúgio e torre forte”.

C.H. Spurgeon

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

29 de Agosto.

Compadece-te de mim, ó Deus. 
Salmos 51.1

Quando William Carey estava sofrendo de uma doença grave, perguntaram-lhe: “Se esta doença for mortal, que passagem da Bíblia o senhor deseja escolher como texto do sermão de seu culto fúnebre?” Ele respondeu: “Sinto que uma criatura tão insignificante e miserável como eu não é digna de ter algo declarado a seu respeito. Mas, se um sermão fúnebre tem de ser pregado, que seja a respeito das palavras: ‘Compadece-te de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; e, segundo a multidão das tuas misericórdias, apaga as minhas transgressões”‘ (Salmos 51.1). Neste mesmo espírito de humildade, William Carey ordenou, em seu testamento, que a seguinte inscrição, e nada mais, fosse gravada na lápide de seu túmulo:
WILLIAM CAREY nascido em 17 de agosto de 1761 – falecido em… Um verme, indigno, desamparado e pecador, Em teus braços amáveis, eu me atiro.
Somente no fundamento da graça, o mais experiente e o mais honrado dos santos pode se aproximar de seu Deus. Os mais excelentes dentre os homens estão cônscios de que, em seu melhor, são apenas homens. Barcos vazios flutuam rápidos, mas navios carregados são lentos na água; meros professos de fé podem se vangloriar, mas os verdadeiros filhos de Deus clamam por misericórdia, reconhecendo sua indignidade. Precisamos da compaixão do Senhor para as nossas boas obras, orações, pregação, contribuição e coisas mais puras. O sangue não foi aspergido apenas nas ombreiras das casas dos israelitas, mas também no santuário, no propiciatório e no altar. Visto que o pecado se introduz em todas as nossas coisas mais santas, o sangue de Cristo precisa ser aspergido sobre elas, a fim de purificá-las da corrupção. Se é necessário que a misericórdia seja exercida em nossas obras, o que dizer de nossos pecados? Como é doce lembrar que a misericórdia inesgotável espera, a fim de ser graciosa para nós, a fim de restaurar nossas apostasias e fazer se alegrarem nossos ossos quebrados!

C.H. Spurgeon.

domingo, 28 de agosto de 2016

QUE RAIO ACONTECE NA COZINHA #137 COMO FAZER PIZZA DOCE DE BANANA

28 de Agosto.

"Azeite para a luz". 
Êxodo 25.6

“O minha alma, quanto precisas deste azeite! A tua lâmpada não brilhará continuamente sem ele. Se a luz se apagar e o azeite tiver acabado, o pavio queimado fumegará e isto será uma transgressão. Você não possui nenhuma fonte de óleo brotando em sua natureza humana. Portanto, tem de ir aos que vendem e, então, comprar, ou, como as virgens néscias, você terá de clamar: “Nossas lâmpadas estão-se apagando” (Mateus 25.8). Nem mesmo as lâmpadas consagradas podem dar luz sem azeite. Apesar de brilharem no tabernáculo, elas precisavam ser abastecidas. Embora não lhes sobreviessem ventos fortes, elas tinham de ser colocadas em ordem, e a sua necessidade é igualmente grande. Até nas melhores circunstâncias, você não pode dar luz, por mais uma hora, se não lhe for dado o azeite fresco da graça.
Nem todo óleo pode ser usado no serviço do Senhor. Nem o petróleo, que flui tão abundantemente do solo, nem o óleo de peixes, nem o óleo extraído de nozes seriam aceitos. Apenas o excelente azeite de oliveira foi escolhido. A graça fingida da bondade natural ou a graça imaginária das mãos de sacerdotes ou das cerimônias religiosas nunca serão proveitosas ao verdadeiro santo de Deus. Ele sabe que o Senhor não se agradaria de rios de tais azeites. O verdadeiro filho de Deus corre até ao Getsêmani, a prensa de azeite, e recebe o seu suprimento dAquele que ali foi oprimido. O azeite da graça do evangelho é puro. Por conseguinte, a luz que esse óleo alimenta é clara e resplandecente. Nossas igrejas são o candelabro de ouro do Senhor Jesus. Se elas têm de ser luz neste mundo de trevas, precisam ter abundância deste azeite santo.
Oremos por nós mesmos, pelos ministros do evangelho e por nossas igrejas, a fim de que nunca falte azeite para a sua luz. Verdade, santidade, alegria, conhecimento e amor são todos raios desta luz sagrada. Mas não podemos refleti-los em público, se não recebermos pessoalmente o azeite de Deus, o Espírito Santo.

C.H. Spurgeon

sábado, 27 de agosto de 2016

27 de Agosto.

"Até quando não crerá em mim"? Números 14.11

Empenhe-se, com todo o cuidado, para manter-se longe do monstro da incredulidade. Ela desonra a Cristo. Se O insultarmos, tolerando a incredulidade, Ele afastará sua presença visível. É verdade que a incredulidade é uma erva daninha cujas sementes nunca podemos tirar inteiramente do solo, mas devemos tirar a raiz com zelo e perseverança. Entre as coisas detestáveis, a incredulidade é a que mais devemos odiar. A sua natureza injuriosa é extremamente maligna: aqueles em quem ela se manifesta e os que a praticam são todos prejudicados por ela. Em seu caso, ó crente, a incredulidade é a coisa mais ímpia, visto que as misericórdias de seu Senhor, no passado, aumentam a sua culpa ao duvidar dele no presente. Quando você desconfia do Senhor Jesus, Ele pode clamar: “Eis que farei oscilar a terra debaixo de vós, como oscila um carro carregado de feixes” (Amós 2.13). Duvidar do Senhor Jesus é o mesmo que colocar em sua cabeça uma coroa de espinhos muitíssimo agudos. É bastante cruel da parte de uma esposa desconfiar de seu esposo fiel e amável.
O pecado de incredulidade é desnecessário, tolo e sem justificativa. O Senhor Jesus nunca nos deu o menor motivo para suspeitas e sente-se triste quando duvidam dele aqueles aos quais demonstra afeição e veracidade. Jesus é o Filho do Altíssimo e tem riquezas ilimitadas. É vergonhoso duvidar do Onipotente e desconfiar do Todo-Suficiente.
Os celeiros do céu não se esgotarão pelo saciar de nossa fome. Se Cristo fosse apenas um depósito de água, logo acabaríamos com a plenitude dele. Mas quem pode secar uma fonte? Ele tem suprido as necessidades de miríades de espíritos; e nenhum deles tem se queixado de escassez de recursos nEle. Lance fora esse traidor chamado incredulidade, pois seu único alvo é destruir os laços de comunhão e fazer-nos lamentar um Salvador ausente. Morte ao traidor chamado incredulidade! Meu coração o abomina!

C.H. Spurgeon.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

26 de Agosto.

"Estabeleceu para sempre a sua aliança". 
Salmos 111.9

O povo do Senhor se deleita na aliança. A aliança é uma fonte inesgotável de consolação para eles, enquanto o Espírito Santo os leva à sala do banquete e tremula a sua bandeira sobre eles. O povo do Senhor se deleita em contemplar a antiguidade da aliança, lembrando que, antes de o sol conhecer seu lugar ou os planetas percorrerem suas órbitas, os interesses dos santos foram assegurados em Cristo Jesus. Eles têm prazer singular em lembrar a segurança da aliança enquanto meditam nas “fiéis misericórdias prometidas a Davi” (Isaías 55.3). Deleitam-se em celebrá-la como assinada, selada e ratificada em todas as coisas. A aliança sempre faz com que o coração do povo de Deus se dilate em regozijo, ao pensarem sobre a imutabilidade dela – uma aliança que nem o tempo, nem a eternidade, nem a vida, nem a morte jamais serão capazes de anular; uma aliança tão antiga quanto a eternidade e tão firme como a Rocha dos Séculos.
O povo de Deus se regozija em festejar a plenitude da aliança, pois têm nela a provisão de todas as coisas. Deus é o quinhão deles; Cristo é o companheiro deles; o Espírito Santo é o consolador deles; a terra é a hospedaria deles; e o céu, o lar deles. O povo de Deus vê na aliança uma herança reservada para toda alma que possui a salvação. Seus olhos reluziram quando viram-na na Bíblia como uma mina de ouro; mas, oh, como a alma deles se alegrou quando perceberam que, no testamento de seu divino Parente, a aliança lhes foi deixada como herança! E, de modo especial, o povo de Deus encontra prazer em contemplar a graciosidade da aliança. Eles percebem que a lei se tornou nula porque era uma aliança de obras, dependente de méritos. Mas entendem que esta aliança é permanente, devido ao fato que o seu fundamento é a graça; graça, a condição; graça, a força; graça, o baluarte; graça, o alicerce; graça, a pedra angular. A aliança é um tesouro de riquezas, um armazém de alimentos, uma fonte de vida, um depósito de salvação, um título de paz e um abrigo de regozijo.

C.H. Spurgeon