segunda-feira, 31 de outubro de 2016

31 de Outubro.

"Renova dentro de mim um espírito inabalável". 
Salmos 51.10

Um crente que caiu em pecado, se há resquício de vida nele, gemerá por restauração. Esta restauração exige a mesma atividade da graça manifestada na conversão. Naquela ocasião, precisávamos de arrependimento; na restauração, o arrependimento certamente é necessário. Na conversão, precisávamos de fé, a fim de que pudéssemos ir a Cristo; na restauração, somente a mesma fé pode nos trazer de volta ao Senhor Jesus. Na conversão, queríamos uma palavra do Altíssimo, dos lábios do Amado, para acabar com nossos temores; logo descobriremos que, estando agora sob o sentimento de pecado presente, precisamos da mesma palavra. Nenhum homem pode ser renovado sem uma manifestação do poder do Espírito Santo, uma manifestação tão verdadeira e autêntica como a que ele teve na conversão, porque a renovação é uma obra poderosa, e a carne e o sangue estão tão envolvidos agora como sempre estiveram. Ó Crente, permita que sua fraqueza pessoal seja um argumento para fazê-lo orar sinceramente a seu Deus, suplicando-Lhe ajuda. Lembre-se: quando Davi se sentiu incapaz, ele não cruzou os braços nem calou a boca; ao invés disto dirigiu-se apressadamente ao trono da graça e clamou: “Renova dentro de mim um espírito inabalável” (Salmos 51.10). Não permita que lhe faça dormir, a doutrina que afirma ser você, desamparado, incapaz de agir; mas, faça com que este versículo se tome um lema a impulsioná-lo, com extraordinária prontidão, a buscar o grande Ajudador de Israel. “Senhor, renova dentro de mim um espírito inabalável”. Aquele que ora sinceramente a Deus, pedindo-Lhe que faça isso, provará sua honestidade por utilizar os meios pelos quais Deus age. Gaste muito tempo em oração. Viva na Palavra de Deus. Mortifique as concupiscência que o afastam do Senhor. Tenha o cuidado de manter-se em vigilância contra futuras manifestações do pecado. Assente-se à beira do caminho e prepare-se para quando o Senhor Jesus passar. Reconheça que todo o poder tem de vir do Senhor Jesus; não cesse de clamar: “Renova dentro de mim um espírito inabalável”.

C.H. Spurgeon.

domingo, 30 de outubro de 2016

30 de Outubro.

"Louvar-te-ei, SENHOR". 
Salmos 9.1

O louvor deve sempre acompanhar a oração respondida, assim como a névoa de gratidão terrena se levanta quando os raios de amor do sol celestial esquentam o solo. O Senhor tem sido gracioso para você, inclinando os ouvidos à voz do seu clamor? Então, louve-O enquanto você viver. Não deixe de louvar Aquele que tem respondido à sua súplica e satisfeito o desejo do seu coração. Ficar em silêncio a respeito das misericórdias de Deus significa incorrer no erro de ingratidão. Equivale a agir de modo tão desprezível como o fizeram os nove leprosos que, depois de curados da lepra, não retornaram para agradecer ao Senhor que lhes dera saúde completa.
O louvor, assim como a oração, é um dos mais nobres meios de promovermos o crescimento da vida espiritual. Ajuda-nos a remover os fardos, exercitar a esperança e aumentar a fé. O louvor é um exercício saudável e fortificante que renova o pulso do crente e o prepara para novos empreendimentos no serviço de seu Senhor. Bendizer a Deus pelas misericórdias recebidas é também o meio de beneficiar nossos semelhantes; “Os humildes o ouvirão e se alegrarão” (Salmos 34.2). Outros, que têm passado por circunstâncias semelhantes, receberão consolo, quando dissermos: “Engrandecei o SENHOR comigo, e todos, à uma, lhe exaltemos o nome… Clamou este aflito, e o SENHOR o ouviu e o livrou de todas as suas tribulações” (Salmos 34.3,6). Corações desanimados serão fortalecidos, e os crentes abatidos serão vivificados quando ouvirem nossas canções de libertação (Salmos 32.7). Serão repreendidas as dúvidas e medos deles, conforme ensinamos e admoestamos uns aos outros “com salmos, e hinos, e cânticos espirituais” (Colossenses 3.16). Eles também “cantarão os caminhos do SENHOR” (Salmos 138.5) quando nos ouvirem engrandecer o santo nome dele. Louvar é a mais santa das obrigações cristãs. Os anjos não oram, mas não cessam de louvar tanto de dia quanto de noite; e os remidos, usando vestiduras brancas, com folhas de palmeiras nas mãos, nunca se cansão de cantar a nova canção: “Digno é o Cordeiro” (Apocalipse 5.12).

C.H. Spurgeon

sábado, 29 de outubro de 2016

QUE RAIO ACONTECE NA COZINHA #143 Fraldinha na Mostarda

MÚSICA DO DIA.

29 de Outubro.

"Vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus". 
Mateus 6.9

Esta oração começa onde toda oração verdadeira deve começar -com o espírito de adoção: “Pai nosso”. Não haverá qualquer oração aceitável, enquanto não dissermos: “Levantarme-ei, e irei ter com o meu Pai” (Lucas 15.18). Este espírito de filho logo percebe a grandeza do Pai, “nos céus”, e ascende em piedosa adoração: “Santificado seja o teu nome” (Mateus 6.9). A criança balbuciando: “Aba, Pai” torna-se um anjo clamando: “Santo, Santo, Santo”. Há um único passo da adoração arrebatadora ao espírito missionário ardente, o qual é um renovo infalível do amor filial e adoração reverente. “Venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu” (v. 10). Em seguida, temos a sincera expressão de dependência de Deus: “O pão nosso de cada dia dá-nos hoje” (v. 11). Depois, iluminado pelo Espírito Santo, o crente que ora descobre que não é somente dependente, mas também pecador, por isso, ele implora à misericórdia “Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores” (v.12). O homem que está realmente perdoado se mostra ansioso por não ofender a Deus novamente. Possuir a justificação nos leva a um intenso desejo por santificação. “Perdoa-nos as nossas dívidas” (v. 12) -isto é justificação. “Não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal” (v. 13) -isto é santificação em suas formas negativa e positiva. Sendo perdoado, tendo a justiça de Cristo imputada e estando consciente de sua aceitação diante de Deus, o crente suplica humildemente em favor de sua perseverança: “Não nos deixes cair em tentação” (v. 13). Como resultado de tudo isso, surge um louvor triunfante: “Teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém!” (v. 13). Regozijamo-nos com o fato de que nosso Rei governa em providência e reinará em graça, desde o rio até aos confins da terra, e seu domínio não terá fim. Assim, este breve modelo de oração conduz a alma do senso de adoção à comunhão com o nosso Senhor, que reina. Senhor, ensina-nos a orar assim.

C.H. Spurgeon

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

28 de Outubro.

"Não sois do mundo, pelo contrário, dele vos escolhi". 
João 15.19

Nestas palavras, encontramos graça distinguidora e consideração discriminadora, pois algumas pessoas são feitas objetos especiais das afeições de Deus. Não tenha medo de se firmar nesta sublime doutrina da eleição. Quando sua mente estiver sobrecarregada e oprimida, você perceberá que esta verdade é um frasco de calmante. Aqueles que duvidam das doutrinas da graça ou rejeitam-nas perdem ricos cachos de uvas; perdem os vinhos bem clarificados ou as mais ricas guloseimas. Não existe em Gileade bálsamo comparável a esta bênção. Se o mel do qual Jônatas se alimentou fez os seus olhos brilharem, ao ser apenas tocado, este é o mel que iluminará nosso coração para amar e aprender os mistérios do reino de Deus. Coma e não se preocupe em ficar cheio demais. Alimente-se continuamente, sem temor, desta iguaria especial. O alimento da mesa do Rei não prejudicará os súditos dele. Deseje ter uma mente dilatada para que compreenda mais e mais o amor eterno, permanente e discriminador de Deus. Quando você houver atingindo as alturas da eleição, demore-se em refletir sobre a doutrina irmã da eleição -a aliança da graça. Os compromissos da aliança da graça são as estupendas muralhas de rocha por trás das quais estamos abrigados. Os compromissos da aliança da graça, juntamente com o Fiador, o Senhor Jesus, são o lugar tranquilo para repouso de espíritos temerosos. Teu juramento, teu pacto, teu sangue, sustenta-me na enchente assoladora; e quando cede cada amparo terreal, Esta tranquilidade é minha força, meu suporte celestial. Se Jesus encarregou-se de trazer-me à glória; o Pai prometeu que me daria ao Filho como parte da infinita recompensa do penoso trabalho de sua alma; então, até que Deus se torne infiel ou o Senhor Jesus deixe de ser a verdade, a minha alma está em segurança. Após haver dançado perante a arca da aliança, Davi disse a Mical que a eleição o fez agir daquele modo. Venha, ó minha alma, exulte e alegre-se diante do Deus da graça.

C.H. Spurgeon

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

27 de Outubro.

"Fiel é esta palavra". 
2 Timóteo 2.11

Paulo fez quatro destas afirmações -“Fiel é esta palavra”. A primeira ocorre em 1 Timóteo 1.15: “Fiel é a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores”. A segunda ocorre em 1Timóteo 4.8, 9: “A piedade para tudo é proveitosa, porque tem a promessa da vida que agora é e da que há de ser. Fiel é esta palavra e digna de inteira aceitação”. A terceira ocorre em 2 Timóteo 2.11. A quarta afirmação se encontra em Tito 3.8: “Fiel é esta palavra … para que os que têm crido em Deus sejam solícitos na prática de boas obras”. Podemos estabelecer uma conexão entre estas afirmações de fidelidade. A primeira estabelece a graça gratuita de Deus como o fundamento de nossa eterna salvação, ao mostrar-nos a missão do Grande Redentor. A segunda revela os dois tipos de bênçãos que obtemos por meio desta salvação – as bênçãos temporais e as eternas. A terceira afirmação nos mostra um dos deveres aos quais, como povo escolhido, somos chamados. Somos ordenados a sofrer por Cristo, com a promessa de que, “se sofremos, também com ele reinaremos”. A quarta afirmação nos revela a forma ativa do serviço cristão, ordenando a praticarmos com diligência boas obras. Assim temos a raiz da salvação na graça gratuita; depois, os privilégios desta salvação na vida que agora é, e naquela por vir; e também temos os dois grandes ramos do sofrer com Cristo e servir com Cristo, carregados com frutos do Espírito. Entesoure estas afirmações. Permita que se tornem as diretrizes de sua vida, seu consolo e sua instrução. O apóstolo dos gentios comprovou que elas eram fiéis, e continuam sendo. Nenhuma palavra deixará de se cumprir. Todas elas são dignas de aceitação. Devemos aceitá-las agora e provar sua fidelidade. Que estas quatro afirmativas sejam gravadas nos quatro cantos de nossa casa.

C.H. Spurgeon