quarta-feira, 30 de novembro de 2016

30 de Novembro.

"Disse Amazias ao homem de Deus: Que se fará, pois, dos cem talentos de prata que dei às tropas de Israel? Respondeu-lhe o homem de Deus: Muito mais do que isso pode dar-te o SENHOR". 
2 Crônicas 25.9

Esta era uma questão muito importante para o rei de Judá; e talvez seja mais importante ainda para o crente que está sendo provado e tentado. Perder dinheiro não é agradável em tempo nenhum e quando um princípio é envolvido a carne nem sempre está pronta a fazer o sacrifício. “Por que perdermos aquilo que nos pode ser útil? O que faremos sem isso? Lembre-se dos filhos e de nosso pequeno salário.” Todos estes argumentos e milhares de outros tentarão o crente a abrir sua mão ao ganho injusto ou o impedirão de levar adiante as suas convicções cristãs, quando elas envolvem perdas grandes. Nem todas as pessoas podem ver essas questões à luz da fé; e mesmo entre os seguidores de Jesus a doutrina do “temos de viver” possui um valor muito suficiente. “Muito mais do que isso pode dar-te o SENHOR” é uma resposta bastante satisfatória para este assunto que nos causa ansiedade. Nosso Pai tem controle sobre o dinheiro. O que perdemos por sua causa, Ele nos pode dar mil vezes mais. É nosso dever obedecer sua vontade. Se fazemos a vontade de nosso Pai, podemos descansar seguros de que Ele nos dará o necessário. O Senhor não deverá ao homem. Os crentes sabem que um grão de tranqüilidade de espírito é mais valioso do que uma tonelada de ouro. Aquele que enrola um casaco surrado numa boa consciência ganhou riqueza espiritual muito mais desejável que qualquer outra que ele tenha perdido. O sorriso de Deus em uma prisão é o suficiente para um verdadeiro crente, mas a carranca dele em um palácio seria um inferno para tal pessoa. Deixe que tudo vá de mal a pior, que todos os talentos findem-se e ainda não teremos perdido nosso tesouro; ele está céu, onde Cristo se assenta à destra de Deus. Enquanto isso, agora mesmo, o Senhor faz com que os mansos herdem a terra (Mateus 5.5) e “nenhum bem sonega aos que andam retamente” (Salmos 84.11).

C.H. Spurgeon

terça-feira, 29 de novembro de 2016

29 de Novembro.

"Não andarás como mexeriqueiro entre o teu povo…repreenderás o teu próximo e, por causa dele, não levarás sobre ti pecado". 
Levítico 19.16,17

Propagar mexericos emite um veneno tríplice. Traz injúria àquele que os divulga, àquele que os ouve e à pessoa sobre a qual os mexericos foram contados. Quer o relato seja verdadeiro, quer não, somos proibidos, por este preceito da Palavra de Deus, de propagá-lo. A reputação do povo de Deus deve ser bastante preciosa aos nossos olhos. Devemos nos envergonhar de ajudar o diabo a desonrar a igreja e o nome do Senhor. Algumas línguas precisam de rédeas e não de esporas. Muitos se gloriam em rebaixar seus irmãos, como se, por meio disso, exaltassem a si mesmos. Os sábios filhos de Noé puseram uma capa sobre seu pai, e aquele que o expusera obteve uma horrenda maldição. Um dia, poderemos necessitar da tolerância e do silêncio de nossos irmãos. Portanto, demonstremos essas virtudes para com aqueles que necessitam delas agora. Que esta seja uma regra de nossa família e nosso compromisso pessoal: Não fale mal a respeito de ninguém. Contudo, o Espírito Santo nos permite reprovar o pecado e nos prescreve a maneira pela qual devemos fazer isso. Temos de fazê-lo mediante uma repreensão particular de nosso irmão e não mediante uma injúria por trás dele. Este procedimento expressa maturidade e semelhança a Cristo; além disso, tem a bênção de Deus. A carne recua diante deste compromisso? Então, devemos colocar maior pressão em nossa consciência e nos mantermos vigilantes, para não aceitarmos o pecado do amigo, e não nos tornarmos cúmplice dele. Lembre-se: muitos têm sido livres de pecados sérios por meio de advertências amorosas, oportunas e sábias de irmãos e pastores fiéis. Nosso Senhor Jesus nos deu um exemplo gracioso de como lidar com amigos errantes na advertência dada a Pedro, na oração que precedeu tal advertência e na maneira gentil com a qual Ele suportou a orgulhosa negação de Pedro quando necessitou de tal aviso.

C.H. Spurgeon

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

28 de Novembro.

"Fiquei sobremodo alegre pela vinda de irmãos e pelo seu testemunho da tua verdade, como tu andas na verdade". 
3ªJoão 3

A verdade estava em Gaio; e ele andava na verdade. Se a primeira afirmação fosse diferente, a segunda jamais poderia ocorrer; e se a segunda afirmação não pudesse ser dita sobre ele, a primeira teria sido mera pretensão. A verdade tem de entrar na alma, penetrá-la e saturá-la; pois, do contrário, não terá valor algum. Doutrinas sustentadas como uma questão de credo são como pão na mão, o qual não proporciona nutrição ao corpo. Mas a doutrina que aceitamos no coração é como alimento digerido, que, por assimilação, nutre e sustenta o corpo. Em nós, a verdade tem de ser uma força viva, uma energia ativa, uma realidade que habita em nosso íntimo, uma parte da essência de nosso ser. Se a verdade está em nós, não podemos separá-la de nós. Um homem pode até perder as suas vestes ou os membros de seu corpo, mas as suas partes internas são vitais e não podem ser removidas sem o comprometimento da vida. Um crente pode morrer, mas ele não pode negar a verdade. Ora, é uma regra da natureza que o interior afeta o exterior, assim como brilha luz do centro da lanterna através do vidro. Quando a verdade é acendida no íntimo, o seu resplendor logo se irradia na vida e no comportamento exterior. Afirma-se que o alimento de certas lagartas transmite cor ao casulo de seda que elas tecem. Da mesma forma, o alimento que sustenta a vida de um homem transmite cor a toda palavra e a todos os atos que procedem dele. Andar na verdade implica uma vida de integridade, santidade, fidelidade e simplicidade -o resultado natural dos princípios da verdade que o evangelho ensina e que o Espírito de Deus nos capacita a receber. Podemos julgar os segredos da alma por meio de sua manifestação no proceder do homem. Ó Espírito gracioso, que hoje sejamos governados por tua autoridade divina. Que nada falso ou pecaminoso reine em nosso coração, a fim de que não estenda sua influência maligna sobre o nosso andar diário entre os homens.

C.H. Spurgeon

domingo, 27 de novembro de 2016

27 de Novembro.

"O sumo sacerdote Josué, o qual estava diante do Anjo do SENHOR". 
Zacarias 3.1

Em Josué, o sumo sacerdote, vemos uma figura de todo filho de Deus que tem sido aproximado dele por intermédio do sangue de Cristo (ver Efésios 2.13), tem sido instruído a servir nas coisas divinas e que tem entrado nas bênçãos que há no interior do véu. O Senhor Jesus nos tornou sacerdotes e reis para Deus (ver Apocalipse 1.6) e, ainda neste mundo, exercemos o sacerdócio de um viver consagrado e um serviço santificado. Este sumo sacerdote é visto como alguém que “estava diante do Anjo do SENHOR”, ou seja, estava ali para ministrar. Esta deve ser a posição perpétua de todo verdadeiro crente. Todo lugar é agora o templo de Deus. E o povo de Deus pode servi-Lo verdadeiramente, tanto em suas realizações diárias como na igreja. Eles devem estar sempre ministrando, oferecendo os sacrifícios espirituais da oração e do louvor, bem como apresentando-se a si mesmos como sacrifício vivo (ver Romanos 12.1). Observe onde Josué estava para ministrar -“diante do Anjo do SENHOR”. É tão-somente por intermédio de um mediador que nós, criaturas indignas e corrompidas, podemos nos tornar sacerdotes para Deus. Eu apresento o que tenho diante do mensageiro, o anjo da aliança, o Senhor Jesus; e, por meio dele, minhas orações encontram aceitação, envolvidas nas orações dele. Meus louvores tornam-se doces, conforme são cobertos com mirra, aloés e cássia do jardim de Cristo. Se não posso trazer-Lhe nada, exceto lágrimas, Ele as ajuntará com as suas próprias lágrimas, pois Ele chorou quando esteve na terra. Se não posso trazer-Lhe nada, exceto lamentações e suspiros, Ele aceitará isso como um sacrifício agradável, pois já teve seu coração ferido e suspirou profundamente em seu espírito. Quando estou nEle, sou aceito no Amado; e todas as minhas obras poluídas, embora em si mesmas sejam nada além de objetos de aversão divina, são recebidas, a fim de que Deus sinta aroma suave. Ele fica contente e eu sou abençoado. Observe, então, a posição do crente -um “sacerdote” que está “diante do Anjo do SENHOR”.

C.H. Spurgeon

sábado, 26 de novembro de 2016

QUE RAIO ACONTECE NA COZINHA #146 COMO FAZER O NOVO BOB'S PICANHA ARTESANAL

MÚSICA DO DIA.

26 de Novembro.

"Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças". 
Eclesiastes 9.10

Tudo quanto te vier à mão para fazer refere-se a obras que são possíveis. Existem diversas coisas que vêm ao nosso coração para fazermos e que nunca faremos. Tudo bem que elas estejam em nosso coração, mas se desejamos ser eminentemente úteis, não devemos nos contentar com o formular planos em nossa mente e o conversar sobre eles. Temos de fazer “tudo quanto nos vier à mão para fazer”. Uma boa realização vale mais do que milhares de teorias brilhantes. Não esperemos por grandes oportunidades ou tipos diferentes de trabalho; antes, façamos apenas as coisas que nos vêm à mão, dia após dia. Não temos outro tempo para vivermos. O passado já se foi; o futuro ainda não chegou. Temos apenas o presente para vivermos. Portanto, não espere até que sua experiência atinja a maturidade, antes que você tente servir a Deus. Empenhe-se agora mesmo para produzir frutos. Sirva a Deus agora, mas seja cuidadoso quanto à maneira de fazer o que vem às suas mãos – “faze-o conforme as tuas forças”. Faça-o com prontidão. Não desperdice sua vida pensando no que você tenciona fazer amanhã, como se isso pudesse compensar a inatividade de hoje. Nenhum homem jamais serviu a Deus mediante o que será feito amanhã. Honramos a Cristo por aquilo que fazemos hoje. Coloque toda sua alma em tudo que fizer para Cristo. Não dê a Ele um simples trabalho ordinário, feito como uma coisa que pode esperar. Quando servir a Deus, faça-o de todo coração, alma e força. Onde está o poder de um crente? Não está nele mesmo, pois ele é fraqueza completa. O poder do crente está no Senhor dos Exércitos. Procuremos, então, a ajuda do Senhor. Prossigamos com oração e fé. Quando tivermos feito o que nos veio à mão, esperemos pela bênção do Senhor. O que fizermos, então, será bem feito e não falhará em seu propósito.

C.H. Spurgeon