terça-feira, 31 de outubro de 2017

31 de Outubro.

O seminário do sofrimento

A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. 
2 Coríntios 12: 9.

Esse é o propósito universal de Deus para todo o sofrimento cristão: mais contentamento em Deus e menos satisfação no eu e no mundo. Nunca ouvi ninguém dizer: “As lições verdadeiramente profundas da vida vieram através de momentos de facilidade e conforto”.
Mas tenho ouvido santos fortes dizerem: “Todo o progresso significativo que eu já fiz para compreender as profundezas do amor de Deus e crescer profundamente com ele veio através do sofrimento”.
A pérola de maior valor é a glória de Cristo.
Por isso, Paulo destaca que em nossos sofrimentos a glória da graça de Cristo é magnificada. Se confiamos em Cristo na nossa calamidade e ele sustenta nossa “alegria na esperança”, então, fica evidente que ele é Deus de graça e força que nos satisfaz completamente.
Se nos apegamos a Jesus “quando tudo ao nosso redor desmorona”, então mostramos que ele é mais desejável do que tudo o que perdemos.
Cristo disse ao apóstolo sofredor: “A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza”. Ao que Paulo respondeu: “De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo. Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte” (2 Coríntios 12.9-10).
Portanto, o sofrimento é claramente determinado por Deus, não apenas como uma forma de desmamar os cristãos do eu e nutri-los na graça, mas também como uma maneira de evidenciar essa graça e fazê-la brilhar. Isso é precisamente o que a fé faz: ela magnifica a graça futura de Cristo.
As coisas profundas da vida em Deus são descobertas no sofrimento.

John Piper

domingo, 29 de outubro de 2017

29 de Outubro.

Doença, pecado ou sabotagem 

Três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim. 
2 Coríntios 12: 8. 

Toda a vida, se é vivida sinceramente pela fé, na busca pela glória de Deus e a salvação dos outros, é como o cristão que vai para um local atingido por epidemias. O sofrimento decorrente é parte do preço de viver onde você está, em obediência ao chamado de Deus. 
Ao escolher seguir a Cristo no modo que ele conduz, escolhemos tudo o que esse caminho inclui sob a sua soberana providência. Assim, todo o sofrimento que ocorre no caminho da obediência é sofrimento com Cristo e por Cristo — seja câncer ou conflito. 
E isso é “escolhido” — ou seja, seguimos voluntariamente o caminho da obediência onde o sofrimento ocorre conosco, e não murmuramos contra Deus. Podemos orar, como fez Paulo, para que o sofrimento seja retirado (2 Coríntios 12.8); mas se Deus quiser, nós finalmente o aceitamos como parte do custo do discipulado no caminho da obediência a caminho do céu.   
Todas as experiências de sofrimento no caminho da obediência cristã, seja por perseguição, doença ou acidente, têm isso em comum: todas ameaçam a nossa fé na bondade de Deus e nos tentam a deixar o caminho da obediência. 

sábado, 28 de outubro de 2017

28 de Outubro.

Recompensa radical

Em verdade vos digo que ninguém há que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou mãe, ou pai, ou filhos, ou campos por amor de mim e por amor do evangelho, que não receba, já no presente, o cêntuplo de casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições; e, no mundo por vir, a vida eterna. 
Marcos 10: 29-30.

O que Jesus quer dizer aqui é que ele mesmo recompensa todo sacrifício.
Se você desiste da afeição e cuidado aconchegantes de uma mãe, recebe cem vezes a afeição e cuidado do Cristo sempre presente.
Se você desiste da cordial amizade de um irmão, recebe cem vezes a cordialidade e amizade de Cristo.
Se você desiste do sentimento de familiaridade que teve em sua casa, recebe cem vezes o conforto e segurança de saber que ao seu Senhor pertence toda casa.
Para os futuros missionários, Jesus diz: “Eu prometo trabalhar por você e ser para você de tal forma que você não poderá falar sobre ter sacrificado qualquer coisa”.
Qual foi a atitude de Jesus em relação ao espírito “sacrificial” de Pedro? Pedro disse: “Eis que nós tudo deixamos e te seguimos” (Marcos 10.28). Esse espírito de “abnegação” é elogiado por Jesus? Não, é repreendido.
Jesus disse: “Ninguém nunca sacrifica nada por mim que eu não pague cem vezes — sim, num sentido, mesmo nesta vida, para não mencionar a vida eterna na era vindoura”.

John Piper

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

27 de Outubro.

Possível para Deus

Ainda tenho outras ovelhas, não deste aprisco; a mim me convém conduzi-las; elas ouvirão a minha voz. 
João 10: 16.

Deus tem um povo em cada grupo populacional. Ele os chamará com o poder do Criador. E eles crerão! Que poder há nessas palavras para vencer o desânimo nos lugares difíceis das fronteiras!
A história de Peter Cameron Scott é uma boa ilustração. Nascido em Glasgow em 1867, Scott se tornou o fundador da Missão para o Interior da África. Mas os seus começos na África foram tudo, menos promissores.
Sua primeira viagem à África terminou em um acometimento severo de malária que o enviou para casa. Ele resolveu voltar depois de ter se recuperado. Esse retorno foi especialmente gratificante porque dessa vez seu irmão John se uniu a ele. Mas, em pouco tempo, John foi acometido por febre.
Completamente sozinho, Peter enterrou seu irmão e, na agonia daqueles dias, voltou a se comprometer a pregar o evangelho na África. Ainda assim, sua saúde declinou novamente, e ele precisou voltar para a Inglaterra.

Como ele poderia sair da desolação e depressão daqueles dias? Ele havia se comprometido com Deus. Mas onde encontraria força para voltar à África? Para o homem era impossível!
Ele encontrou força na Abadia de Westminster. O túmulo de David Livingstone ainda está lá. Scott entrou em silêncio, encontrou o túmulo e se ajoelhou diante dele para orar. A inscrição diz:
AINDA TENHO OUTRAS OVELHAS, NÃO DESTE APRISCO; A MIM ME CONVÉM CONDUZI-LAS.
Ele se levantou com uma nova esperança. Ele voltou para a África. E hoje a missão que ele fundou é uma força vibrante e crescente para o evangelho na África.
Se a sua maior alegria é experimentar a graça de Deus transbordando de você para o bem de outros, então a melhor notícia em todo o mundo é que Deus fará o impossível através de você para a salvação de pessoas desconhecidas.

John Piper.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

26 de Outubro.

Remédio para o missionário

Para Deus tudo é possível. 
Marcos 10: 27.

A graça soberana é a fonte de vida para o hedonista cristão. Pois o que o hedonista cristão mais ama é a experiência da soberana graça de Deus o enchendo e transbordando para o bem de outros.
Os missionários cristãos hedonistas amam a experiência de “não eu, mas a graça de Deus comigo” (1 Coríntios 15.10). Eles se regozijam na verdade de que o fruto do seu trabalho missionário é completamente de Deus (1 Coríntios 3.7; Romanos 11.36).
Eles sentem singular alegria quando o Mestre diz: “sem mim nada podeis fazer” (João 15.5). Eles saltam como cordeiros diante da verdade de que Deus tirou o fardo impossível da regeneração dos ombros deles e o colocou em seus próprios. Sem titubear, eles dizem: “Não que, por nós mesmos, sejamos capazes de pensar alguma coisa, como se partisse de nós; pelo contrário, a nossa suficiência vem de Deus” (2 Coríntios 3.5).
Quando eles voltam temporariamente ao seu país natal para descanso e reciclagem, nada lhes dá mais alegria do que dizer às igrejas: “Não ousarei discorrer sobre coisa alguma, senão sobre aquelas que Cristo fez por meu intermédio, para conduzir os gentios à obediência” (Romanos 15.18).
“Para Deus tudo é possível!” — à frente as palavras dão esperança, e atrás dão humildade. Elas são o antídoto para o desespero e o orgulho: o perfeito remédio missionário.

John Piper.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

25 de Outubro.

A grande esperança missionária

Estando nós mortos em nossos delitos, [Deus] nos deu vida juntamente com Cristo, – pela graça sois salvos. 
Efésios 2: 5.

A grande esperança missionária é que, quando o evangelho é pregado no poder do Espírito Santo, o próprio Deus faz o que o homem não pode fazer: ele cria a fé que salva. O chamado de Deus faz o que o chamado do homem não pode. Ele ressuscita os mortos. Ele cria vida espiritual. É como o chamado de Jesus a Lázaro no sepulcro: “Vem para fora!” (João 11.43).
Podemos despertar alguém do sono com o nosso chamado, mas o chamado de Deus chama à existência as coisas que não existem (Romanos 4.17). O chamado de Deus é irresistível no sentido de que pode vencer toda resistência. Tal chamado é infalivelmente eficaz segundo o propósito de Deus, de tal modo que Paulo pode dizer: “Aos que chamou, a esses também justificou” (Romanos 8.30).
Em outras palavras, o chamado de Deus é tão eficaz que infalivelmente cria a fé pela qual uma pessoa é justificada. Todos aqueles que são chamados são justificados. Mas ninguém é justificado sem fé (Romanos 5.1). Portanto, o chamado de Deus não pode falhar em seu efeito designado. Esse chamado irresistivelmente garante a fé que justifica.
Isso é o que o homem não pode fazer. É impossível. Somente Deus pode remover o coração de pedra (Ezequiel 36.26). Somente Deus pode atrair pessoas ao Filho (João 6.44, 65). Somente Deus pode abrir o coração para que atenda ao evangelho (Atos 16.14). Somente o Bom Pastor conhece as suas ovelhas pelo nome.

John Piper. 

terça-feira, 24 de outubro de 2017

24 de Outubro.

Cristo é como a luz do sol

Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser. 
Hebreus 1: 3.

Jesus se relaciona com Deus como o esplendor se relaciona com a glória, ou como os raios de sol se relacionam com o sol.
Tenha em mente que toda analogia entre Deus e as coisas naturais é imperfeita e será distorcida se você a forçar. Contudo, considere, por exemplo:
Não há momento em que o sol exista sem os raios de esplendor. Eles não podem ser separados. O esplendor é coeterno com a glória. Cristo é coeterno com Deus Pai.O esplendor é a glória brilhando. Ele não é essencialmente diferente da glória. Cristo é Deus que se apresenta como separado, mas não essencialmente diferente do Pai.Assim, o esplendor é eternamente gerado, por assim dizer, pela glória — não criado ou feito. Se você colocar sob a luz solar uma calculadora ativada pelo sol, os números aparecerão na superfície da calculadora. Você poderia dizer que esses números são criados ou feitos pelo sol, mas não são o que o sol é. Mas os raios do sol são uma extensão do sol. Assim, Cristo é eternamente gerado pelo Pai, mas não criado ou feito.Nós vemos o sol através de vermos os raios do sol. Assim, vemos a Deus Pai através de vermos a Jesus. Os raios do sol chegam aqui cerca de oito minutos depois de deixarem o sol, e a bola redonda de fogo que nós vemos no céu é a imagem — a exata representação — do sol; não porque é uma pintura do sol, mas porque é o sol se comunicando em seu esplendor.
Dessa forma, eu o recomendo essa grande Pessoa para que você possa confiar nele, amá-lo e adorá-lo. Ele está vivo e sentado à destra de Deus com todo poder e autoridade e um dia virá em grande glória. Ele tem esse lugar exaltado porque ele mesmo é Deus Filho.

John Piper.