quinta-feira, 30 de novembro de 2017

30 de Novembro.

A vergonha triunfante da cruz

Nem ainda para se oferecer a si mesmo muitas vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no Santo dos Santos com sangue alheio. Ora, neste caso, seria necessário que ele tivesse sofrido muitas vezes desde a fundação do mundo; agora, porém, ao se cumprirem os tempos, se manifestou uma vez por todas, para aniquilar, pelo sacrifício de si mesmo, o pecado.
Hebreus 9: 25-26.

Não deve se considerar como garantido que haverá um acolhimento para pecadores no céu.
Deus é santo, puro, perfeitamente justo e reto. Contudo, toda a história da Bíblia é sobre como um Deus tão grande e santo pode receber e recebe pessoas sujas como você e eu em sua presença. Como é possível?
Hebreus 9.25 diz que o sacrifício de Cristo pelo pecado não foi como os sacrifícios dos sumos sacerdotes judeus. Eles entravam no Santo dos santos anualmente com sacrifícios de animais para expiar os pecados do povo. Mas esses versículos dizem que Cristo não entrou no céu para “oferecer a si mesmo muitas vezes… neste caso, seria necessário que ele tivesse sofrido muitas vezes desde a fundação do mundo” (Hebreus 9.26).
Se Cristo tivesse seguido o modelo dos sacerdotes, precisaria morrer anualmente. E como os pecados a serem cobertos incluiriam os pecados de Adão e Eva, ele precisaria começar sua morte anual na fundação do mundo. Mas o escritor trata isso como impensável.
Por que isso é impensável? Porque faria a morte do Filho de Deus parecer fraca e ineficaz. Se precisasse ser repetida ano após ano durante séculos, onde estaria o triunfo? Onde veríamos o valor infinito do sacrifício do Filho? O valor desapareceria na vergonha de um sofrimento e morte anuais.
Houve vergonha na cruz, mas foi uma vergonha triunfante. “[Jesus] não fez caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus” (Hebreus 12.2).
Esse é o evangelho da glória de Cristo, a imagem de Deus (2 Coríntios 4.4). Oro para que, por mais sujo com o pecado que você seja, você veja a luz dessa glória e creia.

John Piper.

terça-feira, 28 de novembro de 2017

29 de Novembro.

O único purificador da consciência

Muito mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas, para servirmos ao Deus vivo! 
Hebreus 9: 14.

Nós estamos na era moderna — a era da Internet, telefones inteligentes, viagens espaciais e transplantes cardíacos — e nosso problema é fundamentalmente o mesmo de sempre: nossas consciências nos condenam e nos fazem sentir inaceitáveis ​​a Deus. Somos separados de Deus.
Podemos nos ferir, ou lançar nossos filhos no rio sagrado, ou doar um milhão de reais para a caridade, ou servir em uma cozinha comunitária, ou realizar cem formas de penitência e autoflagelo, e o resultado será o mesmo: A mácula permanece e a morte aterroriza.
Nós sabemos que a nossa consciência é contaminada — não por coisas exteriores como tocar um cadáver, uma fralda suja ou um pedaço de carne de porco. Jesus disse: o que sai de um homem, isso é o que o contamina, não o que entra (Marcos 7.15-23). Nós somos contaminados por atitudes como orgulho, autopiedade, amargura, luxúria, inveja, ciúme, cobiça, apatia e medo.
A única solução nessa era moderna, como em qualquer outra era, é o sangue de Cristo. Quando a sua consciência se levantar e o condenar, para onde você irá? Hebreus 9.14 lhe dá a resposta: Vá para Cristo.
Vá para o sangue de Cristo. Vá para o único purificador no universo que pode lhe dar alívio na vida e paz na morte.

John Piper.

28 de Novembro.

A raiz da ingratidão

Porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato. 
Romanos 1: 21.

Quando a gratidão brota no coração humano em direção a Deus, ele é exaltado como a rica fonte da nossa bênção. Ele é reconhecido como doador e benfeitor e, portanto, como glorioso.
Mas quando a gratidão não surge em nossos corações diante da grande bondade de Deus para conosco, provavelmente isso significa que não desejamos honrá-lo; não queremos exaltá-lo como nosso benfeitor.
E há uma razão muito boa pela qual os seres humanos por natureza não desejam exaltar a Deus com ação de graças ou glorificá-lo como seu benfeitor. A razão é que isso diminui a glória deles mesmos, e todas as pessoas por natureza amam a sua própria glória mais do que a glória de Deus.
Na raiz de toda ingratidão está o amor pela própria grandeza. Pois a gratidão verdadeira admite que somos beneficiários de uma herança imerecida. Nós somos aleijados apoiados na muleta em forma de cruz de Jesus Cristo. Somos paralíticos vivendo minuto a minuto dependendo do pulmão artificial da misericórdia de Deus. Somos crianças dormindo no carrinho celestial.
O homem natural odeia pensar em si mesmo nessas figuras: beneficiário indigno, aleijado, paralítico, criança. Elas tiram toda a sua glória, dando-a toda a Deus.
Portanto, enquanto um homem ama a sua própria glória, valoriza a sua autossuficiência, e odeia pensar em si mesmo como enfermo pelo pecado e desamparado, nunca sentirá nenhuma gratidão genuína pelo Deus verdadeiro e, assim, nunca exaltará a Deus, mas apenas a si mesmo.
“Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes; não vim chamar justos, e sim pecadores” (Marcos 2.17).
Jesus não tem nada a fazer por aqueles que insistem que estão bem. Ele exige algo grande: que admitamos que não somos grandes. Essa é uma má notícia para os arrogantes, mas palavras doces para aqueles que têm abandonado a sua farsa de autossuficiência e estão buscando a Deus.

John Piper.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

27 de Novembro.

Como exaltar a Deus

Louvarei com cânticos o nome de Deus, exaltá-lo-ei com ações de graças. 
Salmo 69: 30.

Existem duas formas de engrandecer: engrandecer com o microscópio e engrandecer com o telescópio. Um faz algo pequeno parecer maior do que é. O outro faz algo grande começar a ser visto como tão grande quanto de fato é.
Quando Davi diz: “Exaltá-lo-ei [a Deus] com ação de graças”, não quer dizer: “Farei um Deus pequeno parecer maior do que ele é”. Davi quer dizer: “Farei um Deus grande começar a ser visto como tão grande quanto ele realmente é”.
Não somos chamados a ser microscópios, mas telescópios. Os cristãos não são chamados a ser homens enganadores que exaltam o seu produto de modo desproporcional à realidade, quando sabem que o produto do concorrente é muito melhor. Não há nada e ninguém superior a Deus. E, assim, o chamado de quem ama a Deus é fazer com que sua grandeza comece a ser vista como tão grande quanto de fato é.
Todo o dever do cristão pode ser resumido nisso: sentir, pensar e agir de uma maneira que fará Deus ser visto como tão grande quanto de fato ele é. Seja para o mundo um telescópio da infinita e resplandecente riqueza da glória de Deus.
Esse é o significado de um cristão exaltar a Deus. Mas você não pode exaltar o que você não tem contemplado ou o que você esquece rapidamente.
Logo, nossa primeira tarefa é ver e lembrar a grandeza e bondade de Deus. Assim, oramos a Deus, “Abra os olhos do meu coração”, e pregamos à nossa alma: “Alma, não te esqueças de nem um só de seus benefícios”.

John Piper.

domingo, 26 de novembro de 2017

26 de Novembro.

Jesus ora por nós

[Jesus] pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles. 
Hebreus 7: 25.

Aqui é afirmado que Cristo é capaz de salvar totalmente — para sempre — uma vez que ele vive sempre para interceder por nós. Em outras palavras, ele não seria capaz de nos salvar para sempre se não continuasse intercedendo por nós para sempre.
Isso significa que nossa salvação é tão segura quanto o sacerdócio de Cristo é indestrutível. É por isso que precisávamos de um sacerdote muito maior do que qualquer ser humano. A divindade de Cristo assegura para nós o seu sacerdócio indestrutível.
Portanto, não devemos falar sobre a nossa salvação em termos estáticos, como falamos muitas vezes — como se eu tivesse tomado uma decisão em dada ocasião, e Cristo tivesse feito algo uma vez quando ele morreu e ressuscitou, e isso fosse tudo que diz respeito à salvação. Isso não é tudo.
Hoje mesmo estou sendo salvo pela eterna intercessão de Jesus no céu. Jesus está orando por nós e essa é a nossa salvação.
Somos salvos eternamente pelas orações eternas (Romanos 8.34) e pela advocacia (1 João 2.1) de Jesus no céu como nosso sumo sacerdote. Ele ora por nós e suas orações são respondidas porque ele ora perfeitamente com base em seu perfeito sacrifício.

John Piper.

sábado, 25 de novembro de 2017

25 de Novembro.

Glorifique dando graças

Todas as coisas existem por amor de vós, para que a graça, multiplicando-se, torne abundantes as ações de graças por meio de muitos, para glória de Deus.
2 Coríntios 4: 15.

Gratidão é alegria direcionada a Deus pela sua graça. Mas em sua própria natureza, a gratidão glorifica o doador. A gratidão reconhece a sua própria necessidade e a beneficência do doador.
Assim como eu me humilho e exalto a garçonete no restaurante quando eu digo “obrigado” a ela, assim eu me humilho e exalto a Deus quando eu sou grato a ele. A diferença, é claro, é que eu, de fato, estou infinitamente em dívida com Deus pela sua graça, e tudo o que ele faz por mim é livre e imerecido.
Mas a questão é que a gratidão glorifica o doador. Glorifica a Deus. E esse é o objetivo final de Paulo em todos os seus labores: por causa da igreja — sim; mas acima e além disso, para a glória de Deus.
O que é maravilhoso no evangelho é que a resposta que exige de nós para a glória de Deus é também a resposta que sentimos ser a mais natural e alegre; ou seja, gratidão pela graça. A glória de Deus e a nossa alegria não estão em competição.
Uma vida que dá glória a Deus por sua graça e uma vida de profunda alegria são sempre a mesma vida. E o que as faz uma é a gratidão.

John Piper. 

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

24 de Novembro.

Apegue-se à sua esperança

Por isso, Deus, quando quis mostrar mais firmemente aos herdeiros da promessa a imutabilidade do seu propósito, se interpôs com juramento, para que, mediante duas coisas imutáveis, nas quais é impossível que Deus minta, forte alento tenhamos nós que já corremos para o refúgio, a fim de lançar mão da esperança proposta. 
Hebreus 6: 17-18.

 Por que o escritor nos encoraja a lançarmos mão da nossa esperança? Se a nossa segurança foi obtida e irrevogavelmente garantida pelo sangue de Jesus, então por que Deus nos diz para nos mantermos firmes?
A resposta é esta:

O que Cristo comprou para nós quando morreu não foi a liberdade de nos mantermos firmes, mas o poder capacitador para isso.O que ele comprou não foi a anulação das nossas vontades, ainda que não tivéssemos nenhuma para nos mantermos firmes, mas a capacitação das nossas vontades, porque nós desejamos nos manter firmes.O que ele comprou não foi o cancelamento da ordem para nos mantermos firmes, mas o cumprimento desse mandamento.O que ele comprou não foi o fim da exortação, mas o triunfo da exortação.
Ele morreu para que você fizesse exatamente o que Paulo fez em Filipenses 3.12: “Prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus”. Não é tolice, é o evangelho, dizer para um pecador fazer o que somente Cristo pode capacitá-lo a fazer, ou seja, esperar em Deus.
Assim, exorto-lhe de todo o coração: Tome e lance mão daquilo para o que você foi alcançado por Cristo, e apegue-se a isso com toda a sua força.

John Piper.