sábado, 5 de junho de 2010

Volte para casa

Mais um palavra, baseada em dos livro do autor Max Lucado, vou ficar devendo qual livro é pois não me lembro. Espero que gostem.

Inglaterra, século dezenove. É natal e numa pequena cidade existe a tradição de uma festa geral na qual todas as crianças recebem presentes. É uma ocasião festiva; os sorrisos alegres dos pequeninos, uma árvore alta na praça, pacotes coloridos, mais existe um rapaz retardado na cidade, vitima de muitas brincadeiras cruéis, e a peça que lhe pregam no natal é a pior de todas.
A medida que a pilha de presentes vai ficando menor, seu rosto vai ficando mais e mais comprido, ele é velho demais para receber um presente, mais não sabe disso, seu coração infantil está pesado enquanto ele observa todas crianças com presentes, então um grupo de meninos se aproxima dele com um embrulho na mão, o pacote é colorido cheio de fitas, seus dedos se atropelão ao rasgar o papel, mas quando ele abre a caixa seu coração afunda. Está vazia.
O embrulho era atraente, as fitas eram vivamente coloridas, o exterior suficientemente atraente para faze-lo chegar ao interior; mas quando ele chegou o interior estava vazio.
Você já passou por isso antes??
Muitas pessoas já estiveram.
Uma jovem mãe chora silenciosamente em seu travesseiro.
Toda vida ela havia sonhado com o casamento. “Se apenas eu pudesse ter um lar. Se ao menos eu pudesse ter um marido em casa”.
Agora ela está casada. A lua de mel acabou-se há muito tempo. O túnel que ela escavou para sair de uma prisão apenas levou a outra. Seu país encantado tornou-se um país de fraldas sujas, dificuldades de transporte e contas.
Ela pode culpar o mundo. O filho pródigo podia ter feito isso também. De fato foi o que ele provavelmente fez.
Ele mirou seu reflexo na poça enlameada e questionou se o rosto era realmente seu. Não se parecia consigo.
A chama dos olhos estava apagada, a risadinha irônica havia sido humilhada. A atitude leviana dera lugar a sobriedade.
Ele revirou de ponta cabeça e aterrissou de cara no chão.
Não bastava estar sem amigos, sem sapatos e sem um tostão nos bolsos, não bastava ter penhorado seu anel, seu casaco. Você poderia pensar que as noites passadas apenas com um travesseiro de alojamento ou os dias passados arrastando um balde de lavagem forçariam uma mudança no coração.
Mas não, o orgulho é feito de pedra, fortes batidas podem lasca-lo, mas é necessário o malho da realidade para quebra-lo.
O dele estava começando a rachar.
Os primeiros dias de miséria foram provavelmente cheios de vapor de ressentimento, ele estava bravo com todos, todos tinham culpa, seus amigos não deviam te-lo abandonado, seu irmão devia vir livra-lo, seu patrão devia ter alimentado ele melhor, seu pai jamais devia te-lo deixado partir em primeiro lugar.
Ele deu aos porcos o nome de cada um deles. O fracasso convida a apontar o dedo e passar adiante a responsabilidade. A pessoa pode não ter nada mas sempre vai ter a quem culpar.
Quando o filho pródigo olhou para a água de novo, o que ele viu não foi nada bonito, seu rosto estava inchado e enlameado, ele desviou os olhos, “não pense nisso. Você não é pior que os outros, as coisas vão melhorar amanhã”.
Mas não dessa vez murmurou para ele mesmo, chega de mentiras.
_ Quão baixo eu cai.
Suas primeiras palavras da verdade.
Ele olhou para dentro dos próprios olhos e pensou no pai.
_Sempre me disseram que eu tinha seus olhos.
Podia ver a magoa no rosto do pai quando lhe havia dito que estava de partida.
_ Quanto devo te-lo magoado.
Uma rachadura ziguezagueou através do seu coração, uma lagrima pingou na poça, depois outra então o dique se rompeu, ele enterrou o rosto nas mão sujas enquanto as lagrimas faziam aquilo que elas sabem fazer tão bem, limpar a alma.
Então pela primeira vez ele pensou no lar, lembrou dos risos à mesa do jantar da cama quentinha, das noites com o pai na varanda enquanto eles ouviam o som hipnótico dos grilos.
Pai. Ele disse a palavra em voz alta enquanto olhava para si mesmo. Costumavam disser que eu era parecido consigo, agora o senhor nem mesmo me reconheceria, puxa vida, dei com os burros n’água, não dei?
Ele ergueu-se e pôs-se a andar, a estrada de volta ao lar era mais longa do que se lembrava.
Ele estava voltando ao lar, voltava como um homem transformado, não exigindo nada, mas disposto a aceitar qualquer coisa que pudesse receber, o “De-me” havia sido substituído pelo “ajude-me” e sua rebeldia havia sido substituída pelo arrependimento.
Enquanto o rapaz fazia a curva que o levava para casa, ensaiava mais uma vez o que iria dizer.
“Pai pequei contra os céus e contra ti”.
Então ele se aproxima do portão coloca a mão na tranca, começa a levanta-la, depois se deteve. O plano de ir para casa subitamente parece tolo. “O que adianta?” ele ouviu-se perguntar a si mesmo, “Que chance eu tenho?” inclinou a cabeça voltou-se e começou a se afastar, então ouviu passos, ouviu a batida da sandálias no chão, alguém estava correndo. Ele não se voltou para olhar. Deve ser um empregado de meu pai vindo afugentar-me pensou ele.
Mas a voz que ouviu não era a voz de um empregado, mais sim a voz do seu pai.
_ Filho??
_ Pai??
Ele se virou para abrir o portão, ais o pai já tinha aberto. O filho olhou o pai parado na estrada. Lagrimas brilhavam em suas faces enquanto os braços se estendiam do leste a oeste convidando o filho a vir para casa.
_ Pai, pequei . . . , as palavras foram sufocadas enquanto o rapaz enterrava o rosto no ombro do pai.
Os dois choraram por uma eternidade e ficaram juntos ao portão entrelaçados como se fossem um, as palavras eram desnecessárias o arrependimento havia ocorrido, o perdão havia sido concedido. O rapaz estava em casa.
Existe uma cena nesta historia que merece ser emoldurada é a do pai com os braços estendidos, suas lagrimas comovem seu sorriso emociona, mas suas mãos chamam de volta ao lar, imagine essas mãos, dedos fortes, palmas enrugadas com as marcas da vida, abertas, estendidas como um largo portão deixando a entrada como única opção.
Quando Jesus contou essa parábola do pai amoroso, pergunto-me, será que Ele usou as mão? Quando chegou a esse ponto da historia, será que abriu os braços para ilustrar o que dizia?
Se ele fez ou não isso eu não sei, mas sei o que fez mais tarde, Ele estirou as mãos tanto quanto pode, forçou os braços a se abrirem tanto que doeu, e para provar que esses braços jamais se cruzariam e que essas mãos se fechariam, Ele fez com que fossem pregados abertos.
E ainda estão assim

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