terça-feira, 22 de março de 2016

22 de Março.

“Adiantando-se um pouco, prostrou-se sobre o seu rosto, orando...”.
Mateus 26: 39.

Há muitas características didáticas na oração do nosso Salvador, na hora de Sua provação. Foi uma oração solitária. Ele se afastou até de Seus três discípulos favorecidos. Cristão, faça uma oração solitária, especialmente em momentos de provação. Orar em família, em momentos sociais, na igreja, não será suficiente; são momentos preciosos, mas o melhor aroma de seu incenso subirá em suas devoções particulares, quando nenhum ouvido além do de Deus, estiver escutando.
Foi uma oração humilde. Lucas declara que Ele se ajoelhou, mas outro evangelista diz que Ele “Prostrou-se sobre o seu rosto”.
Onde, então, deve ser o seu lugar como humilde servo do grande Mestre? Que poeiras e cinzas devem cobrir a sua cabeça! A humildade nos dá uma boa postura de oração. Não há esperança de predominância com Deus, a menos  que nos humilhemos  para que Ele possa nos exaltar no devido tempo.
Foi uma oração filial. “Aba, Pai”. Você descobrirá que pleitear sua adoção é uma fortaleza no dia do juízo. Você não tem direito como pessoa, ele lhe foi confiscado por sua traição; mas nada pode tirar o direito do filho à proteção do pai. Não tenha medo de dizer: “Meu Pai, ouça o meu clamor”.
Observe que foi uma oração perseverante. Ele orou três vezes. Não cesse até prevalecer. Seja como a viúva inoportuna, cuja vinda contínua lhe valeu o que a primeira súplica não conseguiu.
Continue a orar, e faça o mesmo ao agradecer.
Por último, foi uma oração de resignação. “Todavia, não seja como eu quero, e sim  como tu queres”. Renda-se, e Deus determinará o que é melhor. Então, alegre-se por deixar sua oração em Suas mãos; Ele sabe quando dar, como dar, o que dar, e o que negar. Assim, suplicando sincera e inoportunamente, mas com humildade e resignação, você, com certeza, prevalecerá.


C.H. Spurgeon. 

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