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sexta-feira, 29 de julho de 2016

29 de Julho.

"Todavia, estou sempre contigo". (Salmos 73.23)

Todavia – apesar de todo o embrutecimento e ignorância que Davi acabara de confessar a Deus, era verdadeiro e certo que ele fora aceito, perdoado e abençoado pela constante presença de Deus. Plenamente consciente da perda de sua própria posição, e da falsidade e vileza de sua natureza, ainda assim, numa manifestação de fé, ele cantou: “Todavia, estou sempre contigo”. Crente, esforce-se para afirmar, em espírito semelhante ao de Davi: “Todavia, visto que eu pertenço a Cristo, estou continuamente com Deus!”

Isto significa que estou de contínuo em sua mente. Deus está sempre pensando em mim, para o bem. O Senhor nunca dorme; Ele está vigiando perpetuamente em favor do meu bem­ estar. Estou constantemente nas mãos dEle, de modo que ninguém será capaz de arrancar-me dessas mãos. Estou continuamente no coração dEle, colocado ali como um memorial, tal como o sumo sacerdote levava sempre os nomes das doze tribos de Israel sobre o seu coração. Ó Deus, teu amor sempre me alcança. Deus está sempre fazendo com que a providência trabalhe em favor de nosso bem. Tu me gravaste como um sinete em teu braço. Teu amor “é forte como a morte” (Cântico dos Cânticos 8.6). “As muitas águas não poderiam apagar o amor, nem os rios, afogá-lo” (v. 7). Que graça admirável!

Tu me vês em Cristo, embora eu seja detestável em mim mesmo. Tu me contemplas como que vestido com as roupas de Cristo e lavado no sangue dEle. Permaneço aceito na presença dEle, desfrutando continuamente do favor dEle. Nisto se encontra a consolação para a alma provada, afligida e atribulada em seu íntimo. Olhe para a paciência de Jesus. Diga em seu coração: ”todavia”; e receba a paz que esta sentença proporciona
-“Todavia, estou sempre contigo”.

C.H. Spurgeon.

domingo, 24 de abril de 2016

24 de Abril.

"Por causa de tudo isso, estabelecemos aliança fiel...".
Neemias 9: 38.

Há muitas ocasiões em nossa existência em que podemos, de forma correta e benéfica, renovar nossa aliança com Deus. Após a recuperação de uma doença, quando, como Ezequias, tivermos alguns anos acrescidos a nossa vida, poderemos adequadamente fazer esta renovação. Após qualquer libertação de problemas, quando nossas alegrias brotarem mais uma vez, vamos novamente visitar os pés da cruz e renovar nossa consagração. E especial, façamos isso depois de qualquer pecado que entristeceu o Espírito Santo, ou trouxe desonra à causa de Deus; vamos, então, olhar para aquele sangue que nos fez mais alvos que a neve, e novamente oferecer nossa vida ao Senhor. Não devemos apenas deixar que nossos problemas confirmem nossa dedicação a Deus, mas nossa prosperidade deve fazer o mesmo. Se alguma vez nos depararmos com ocasiões que mereçam se chamadas de "misericórdias coroadoras"; então, se Ele nos coroou, devemos coroar nosso Deus; vamos trazer de novo todas as jóias da regalia divina que foram guardadas no armário de nosso coração, e vamos deixar que o nosso Deus ser assente no trono de nosso amor, vestido em trajes reais. Se quisermos aprender a lucrar com a nossa prosperidade, não deveríamos precisar de tanta adversidade. Se queremos, a partir de um beijo, reunir todo o bem que Ele pode conferir a nós, não devemos estar com tanta frequência sob a vara. Recebemos nós ultimamente alguma bênção que não esperávamos? Colocou o Senhor os nossos pés numa sala grande? Podemos cantar misericórdias multiplicadas? Então este é o dia de colocar nossas mãos sobre Add pontas do altar e dizer: "Prenda-me aqui, meu Deus; amarra-me com cordas para sempre aqui". Visto que precisamos do cumprimento de novas promessas de Deus, vamos oferecer orações renovadas para que nossos primeiros votos não sejam desonrados. Esta manhã, vamos estabelecer com Ele uma aliança fiel, por causa das dores de Jesus, que no último mês estivermos considerando com grande gratidão. 

C.H. Spurgeon.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

22 de Abril

"Deus, porém, com a sua destra, o exaltou...".
Atos 5: 31.

Jesus, nosso Senhor, foi crucificado, morto e sepultado, e agora está sentado no trono da glória. O lugar mais alto do céu é dele por direito indiscutível. É doce lembrar que a exaltação de Cristo no céu é uma exaltação representativa. Ele é exaltado à destra do Pai, e ainda, como Jeová, Ele tem glórias infinitas, que não podem ser compartilhadas pelas criaturas finitas; mas como Mediador, a honra de Jesus no céu é a herança de todos os santos. É prazeroso refletir sobre quão íntima é a união de Cristo com Seu corpo; e Sua exaltação é nossa exaltação. Ele nos dará coroas também; Ele tem um trono, mas não está contente em ter o trono do pra si, em Sua mão direita deve estar Sua rainha vestida com o "ouro de Ofir". Ele não pode ser glorificado sem Sua noiva. Olhe para cima, cristão, para Jesus agora;  deixe que o olho de sua fé o veja com muitas coroas em Sua cabeça; e lembre-se de que um dia será como Ele, não será divino, mas ainda assim, em certa medida, compartilhará as mesmas honras, e desfrutará da mesma alegria e da mesma dignidade que Ele possui. Contente-se em viver desconhecido por um tempo e a trilhar seu caminho cansado pelos campos da pobreza ou pelos montes da aflição; pois agora poucos você reinará com Cristo, pois Ele "nos constituiu reino, sacerdotes para o Seu Deus e Pai, a Ele a glória e o domínio pelos séculos dos séculos". Ó, que maravilhoso pensamento para os filhos de Deus! Temos Cristo como nosso glorioso representante nas cortes do céu agora, e logo Ele virá e nos receberá para si, para estarmos lá com Ele, para contemplarmos Sua glória e compartilhar Sua alegria.

C.H. Spurgeon.