segunda-feira, 14 de julho de 2014

14 de Julho.



Deixe-o entrar em seu mundo.

“Ele me enviou para proclamar liberdade aos presos e recuperação da vista aos cegos, para libertar os oprimidos”.
Lucas 4: 18.

Talvez Jesus tenha tido espinhas.
Quem sabe fosse desafinado. Pode ser que uma menina de sua rua tenha se apaixonado por ele, ou vice-versa. Seus joelhos podem ter sido ossudos. Uma coisa é certa: embora fosse completamente divino, Ele também era completamente humano.
Por 33 anos ele sentiria tudo o que eu e você já sentimos. Ele se sentiu fraco. Seus pés doeram. Teve medo do fracasso. Era suscetível a mulheres galanteadoras. Ficou resfriado, arrotou e partes do seu corpo cheiravam mal. Seus sentimentos foram feridos. Ficou cansado. E sua cabeça doeu.
Pensar em Jesus por esse ângulo parece quase irreverente, não? Não é algo que gostamos de fazer; é incômodo. É muito mais fácil manter a humanidade de fora da encarnação. Vamos tirar o esterco do entorno da manjedoura.
Limpar o suor de seu rosto. Fingir que Ele nunca roncou, que nunca assoou o nariz ou que nunca acertou o dedo com o martelo.
É mais fácil aceita-lo daquele jeito. Há alguma coisa no ato de mantê-lo divino que o mantém distante, empacotado, previsível.
Mas não faça isso. Pelos céus, não faça. Deixe que Ele seja tão humano quanto desejava ser. Deixe que Ele entre no meio da sujeira e da lama de nosso mundo. Pois somente se o deixarmos entrar é que Ele poderá nos tirar dali.

Salvador precioso, não é possível sequer imaginarmos como foi para Ti a entrada em nosso mundo. É surpreendente pensar que Tu abdicaste da divindade para Te tornares um bebê numa manjedoura. Mas também é confortante, porque significa que Tu conheces nosso mundo. Tu sentiste o que nós sentimos. E é por isso que vamos a ti e pedimos que nos salves.

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