Deixe-o entrar em seu mundo.
“Ele me enviou para proclamar liberdade aos presos e recuperação
da vista aos cegos, para libertar os oprimidos”.
Lucas 4: 18.
Talvez Jesus tenha tido espinhas.
Quem sabe fosse desafinado. Pode ser que uma menina de sua
rua tenha se apaixonado por ele, ou vice-versa. Seus joelhos podem ter sido
ossudos. Uma coisa é certa: embora fosse completamente divino, Ele também era
completamente humano.
Por 33 anos ele sentiria tudo o que eu e você já sentimos. Ele
se sentiu fraco. Seus pés doeram. Teve medo do fracasso. Era suscetível a
mulheres galanteadoras. Ficou resfriado, arrotou e partes do seu corpo
cheiravam mal. Seus sentimentos foram feridos. Ficou cansado. E sua cabeça
doeu.
Pensar em Jesus por esse ângulo parece quase irreverente, não?
Não é algo que gostamos de fazer; é incômodo. É muito mais fácil manter a
humanidade de fora da encarnação. Vamos tirar o esterco do entorno da
manjedoura.
Limpar o suor de seu rosto. Fingir que Ele nunca roncou, que
nunca assoou o nariz ou que nunca acertou o dedo com o martelo.
É mais fácil aceita-lo daquele jeito. Há alguma coisa no ato
de mantê-lo divino que o mantém distante, empacotado, previsível.
Mas não faça isso. Pelos céus, não faça. Deixe que Ele seja
tão humano quanto desejava ser. Deixe que Ele entre no meio da sujeira e da
lama de nosso mundo. Pois somente se o deixarmos entrar é que Ele poderá nos
tirar dali.
Salvador precioso, não é possível sequer imaginarmos como
foi para Ti a entrada em nosso mundo. É surpreendente pensar que Tu abdicaste
da divindade para Te tornares um bebê numa manjedoura. Mas também é
confortante, porque significa que Tu conheces nosso mundo. Tu sentiste o que
nós sentimos. E é por isso que vamos a ti e pedimos que nos salves.
Nenhum comentário:
Postar um comentário