Memória curta.
“Mas agora que vocês foram libertos do pecado e se tornaram
escravos de Deus, o fruto que colhem leva à santidade, e o seu fim é a vida
eterna.” Romanos 6: 22.
Estava agradecendo ao Pai hoje por sua misericórdia. Comecei
a listar os pecados que Ele havia perdoado.
Minhas motivações eram puras, e meu coração era grato, mas meu
entendimento de Deus, errôneo. Foi quando usei o verbo lembrar que me dei
conta.
“O Senhor se lembra da vez em que eu...”. Estava prestes a
agradecer a Deus por outro ato de misericórdia.
Mas me detive. Algo estava errado. O verbo lembrar parecia
deslocado. Era uma nota dissonante. Não combinava. “Será que ele se lembra?”.
Então eu me
recordei de suas palavras: “E não me lembrarei mais dos seus pecados” (Hb
8:12).
O objetivo de
Deus ao nos perdoar é restaurar nosso relacionamento com ele e dar continuidade
ao
processo de santificação. Um longo registro de nossas transgressões passadas
e perdoadas não
tem lugar nesse processo.
Enquanto vivemos
aqui na terra, ainda estamos sob a influência do pecado, mas é dentro desse
contexto que Deus que nos fazer crescer em santidade. Para isso, Ele nos conduz
ao arrependimento,
nos concede perdão e se esquece. Cabe a nós aceitar esse
perdão e não deixar que o Inimigo, na
tentativa de tirar-nos a paz, continue a
acusar-nos de pecados que já foram perdoados.
Muito obrigado,
Senhor, porque tu não te recordas de meu pecado, mas o afasta para bem longe de
mim.
Ajuda-me a
entender melhor teu perdão para que eu não
aceite as acusações indevidas de Satanás e para que eu também possa perdoar sem
restrições aqueles que me ofendem. Amém.
Max Lucado.
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