quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

18 de Fevereiro.

A coisa certa pela qual esperar.

“Dois deles estavam indo para um povoado chamado Emáus [...] Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles.” Lucas 24: 13-15.

A cena me fascina: dois discípulos relatam como o último prego foi batido no caixão de Israel. Deus, disfarçado, escuta pacientemente, as mãos feridas ocultas sob o manto. Ele deve ter se comovido a lealdade dessa dupla. Mas também deve ter se decepcionado. Havia acabado de dar o céu a seus discípulos com a situação política de Israel.
“Mas esperávamos que ele fosse o resgatador de Israel.”
Mas esperávamos ... Com que frequência ouvimos palavras semelhantes?
“Esperávamos que o médico fosse liberá-lo.”
“Esperava que eu fosse aprovado no exame.”
“Esperávamos que o cirurgião retirasse o tumor inteiro.”
“Esperava que me chamassem depois da entrevista.”
Palavras pintadas com o cinza da decepção. Não somos muito diferentes desses viajantes cansados. Rolamos na lama da autocomiseração à sombra da própria cruz. Pedimos piedosamente pela vontade Dele e depois temos a audácia de ficar amuados, se as coisas não saem do nosso jeito.
Nosso problema não é tanto o fato de Deus não nos dar o que esperamos, mas de não sabermos a coisa certa pela qual esperar.

Senhor Deus, torna-me mais disposto a esperar por tua vontade, a crer que verdadeiramente tens em vista o meu bem. Quando vierem as decepções, ajuda-me a confiar que conheces todos os meus dias. Amém.


Max Lucado. 

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