A coisa certa pela qual esperar.
“Dois deles estavam indo para um povoado chamado Emáus [...]
Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e começou a
caminhar com eles.” Lucas 24: 13-15.
A cena me fascina: dois discípulos relatam como o último prego
foi batido no caixão de Israel. Deus, disfarçado, escuta pacientemente, as mãos
feridas ocultas sob o manto. Ele deve ter se comovido a lealdade dessa dupla. Mas
também deve ter se decepcionado. Havia acabado de dar o céu a seus discípulos com
a situação política de Israel.
“Mas esperávamos que ele fosse o resgatador de Israel.”
Mas esperávamos ... Com que frequência ouvimos palavras
semelhantes?
“Esperávamos que o médico fosse liberá-lo.”
“Esperava que eu fosse aprovado no exame.”
“Esperávamos que o cirurgião retirasse o tumor inteiro.”
“Esperava que me chamassem depois da entrevista.”
Palavras pintadas com o cinza da decepção. Não somos muito
diferentes desses viajantes cansados. Rolamos na lama da autocomiseração à
sombra da própria cruz. Pedimos piedosamente pela vontade Dele e depois temos a
audácia de ficar amuados, se as coisas não saem do nosso jeito.
Nosso problema não é tanto o fato de Deus não nos dar o que
esperamos, mas de não sabermos a coisa certa pela qual esperar.
Senhor Deus, torna-me mais disposto a esperar por tua vontade,
a crer que verdadeiramente tens em vista o meu bem. Quando vierem as decepções,
ajuda-me a confiar que conheces todos os meus dias. Amém.
Max Lucado.
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