quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

26 de Fevereiro.

Um profundo suspiro.

“Então voltou para os céus e, com um profundo suspiro, disse-lhe: ‘Efatá!’, que significa: ‘Abra-se’. Com isso os ouvidos do homem se abriram.” Marcos 7: 34-35.

Algumas pessoas trouxeram a Jesus um homem que era surdo e mal podia falar, suplicando que lhe impusesse as mãos. Depois de leva-lo a parte, longe da multidão, Jesus colocou os dedos nos ouvidos dele. Em seguida, cuspiu e tocou na língua do homem. Então, com um profundo suspiro ordenou: “Abra-se!”. O homem foi curado e voltou a ouvir e a falar normalmente.
Com um profundo suspiro.
Existem suspiros de alivio, de expectativa e até de alegria. Mas não é esse suspiro descrito em Marcos 7.
O suspiro descrito ali expressa um misto de frustração e tristeza.
O apóstolo Paulo falou desse tipo de suspiro. Duas vezes ele disse que os cristãos suspirarão enquanto estiverem na terra e ansiarão pelo céu.
A criação suspira como se estivesse dando à luz. Até o Espírito Santo suspira quando interpreta nossas orações (Rm 8: 22-26).
O homem não foi criado para viver separado de seu criador; assim ele suspira, ansiando pelo lar. A criação não foi designada para ser habitada pelo mal; então ela suspira, ansiando pelo jardim. E as conversas com Jesus nunca foram concebidas para depender de um tradutor; desse modo o Espírito geme em nossa favor, olhando para o dia em que os homens verão Deus face a face.

Querido Pai, assim como Jesus, suspiramos de frustração e tristeza diante das injustiças e dos sofrimentos do mundo. Não permitas que esses suspiros se transformem em cinismo e indiferença. Amém.


Max Lucado. 

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