Um profundo suspiro.
“Então voltou para os céus e, com um profundo suspiro,
disse-lhe: ‘Efatá!’, que significa: ‘Abra-se’. Com isso os ouvidos do homem se
abriram.” Marcos 7: 34-35.
Algumas pessoas trouxeram a Jesus um homem que era surdo e
mal podia falar, suplicando que lhe impusesse as mãos. Depois de leva-lo a
parte, longe da multidão, Jesus colocou os dedos nos ouvidos dele. Em seguida,
cuspiu e tocou na língua do homem. Então, com um profundo suspiro ordenou: “Abra-se!”.
O homem foi curado e voltou a ouvir e a falar normalmente.
Com um profundo suspiro.
Existem suspiros de alivio, de expectativa e até de alegria.
Mas não é esse suspiro descrito em Marcos 7.
O suspiro descrito ali expressa um misto de frustração e
tristeza.
O apóstolo Paulo falou desse tipo de suspiro. Duas vezes ele
disse que os cristãos suspirarão enquanto estiverem na terra e ansiarão pelo
céu.
A criação suspira como se estivesse dando à luz. Até o
Espírito Santo suspira quando interpreta nossas orações (Rm 8: 22-26).
O homem não foi criado para viver separado de seu criador;
assim ele suspira, ansiando pelo lar. A criação não foi designada para ser
habitada pelo mal; então ela suspira, ansiando pelo jardim. E as conversas com
Jesus nunca foram concebidas para depender de um tradutor; desse modo o
Espírito geme em nossa favor, olhando para o dia em que os homens verão Deus
face a face.
Querido Pai, assim como Jesus, suspiramos de frustração e
tristeza diante das injustiças e dos sofrimentos do mundo. Não permitas que
esses suspiros se transformem em cinismo e indiferença. Amém.
Max Lucado.
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