quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

10 de Feveriro

”... tenho experiência [...] de abundancia...”
Filipenses 4: 12.

Há muitos que sabem “como ser humilhados”, que não aprenderam “como ter abundancia”. Quando estão no topo, suas cabeças tonteiam e estão prontas  a cair. Com muito mais freqüência o cristão envergonha sua fé na prosperidade do que na adversidade. Ser prospero é algo perigoso. O crisol da adversidade é um teste menos severo para o cristão do que o refinado pote da prosperidade. Ah, que magreza da alma e negligência  das coisas espirituais foram trazidas pelas misericórdias e graças de Deus! No entanto, não é necessariamente assim, pois  o apóstolo nos diz que ele sabia como ter abundancia. Quando teve muito, soube como usar. A graça abundante o permitiu suportar a prosperidade abundante. Quando ele teve a vela cheia, estava carregado de muito lastro, então navegou em segurança. É preciso mais que habilidade humana para levar o cálice transbordante de alegria mortais com mão firme, e Paulo aprendeu essa habilidade , como declara: “De tudo e em todas as circunstancias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome”. É uma lição divina saber como ter fartura, pois os israelitas tiveram abundancia, mas enquanto a carne estava em sua boca, a  ira de Deus recaiu sobre eles. Muitos pedem por bênçãos que podem satisfazer a concupiscência de seu próprio coração. Abundância de pão muitas vezes leva à abundância de sangue, e isso leva à devassidão do espírito. Quando temos muito das misericordiosas provisões divinas, com freqüência, temos pouco da graça de Deus e pouca gratidão pelas bênçãos recebidas. Estamos fartos e esquecemos Deus: satisfeitos com a terra, nos contentamos em ficar sem o céu. Certifique-se de que é mais difícil saber como ter abundância do que saber como ter fome – tão desesperada é a tendência da natureza humana ao orgulho e esquecimento de Deus. Tenha cuidado ao pedir, em suas orações , para que Deus o ensine a “ter abundância”.
Que os presentes do Teu amor
Não afastem nossos corações de ti.

C.H. Spurgeon 

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