sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

12 de Fevereio

“Porque, assim  como os sofrimentos de Cristo se manifestam em grande medida a nosso favor, assim também a nossa consolação transborda por meio de Cristo.”
2° Coríntios 1: 5.

Há uma proporção abençoada. O Soberano da providência tem uma balança – neste lado Ele coloca as provações de Seu povo, e naquele, coloca suas consolações.
Quando a balança da provação estiver quase vazia, você descobrirá sempre que a balança da consolação estará quase na mesma condição; e quando o prato da provação estiver cheio, o da consolação estará tão pesado quanto ele. Quando as nuvens negras mais se juntam, a luz revelada a nós é mais brilhante. Quando a noite cai e a tempestade está próxima, o Capitão Celestial sempre está mais próximo à Sua tripulação. É abençoador que quanto mais formos humilhados, mais seremos exaltados pelas consolações do Espírito.
Uma das razoes é que provações dão mais espaço para a consolação.
Grandes corações só podem ser forjados por grandes tribulações. A pá dos problemas cava o reservatório do conforto ainda mais profundamente, e abre mais espaço para a consolação. Deus entra em nosso coração – o encontra cheio – e começa a romper a nossa acomodação para deixá-lo vazio; então há mais espaço para a graça. Quanto mais humilde for o homem, mais conforto sempre terá, porque estará mais preparado para recebê-lo. Outra razão pela qual nos alegramos em meio aos nossos problemas, é o fato de – nesses momentos fazermos os acordos mais íntimos com Deus. Quando o celeiro está cheio, o homem pode viver sem Deus: quando a bolsa está estourando com ouro, tentamos viver sem muita oração. Mas em vez que nossas cumbucas nos são tiradas, queremos o nosso Deus; uma vez retirados os ídolos da casa, somos compelidos a honrar Jeová. “Das profundezas clamo a ti, Senhor”. Não há clamor tão sincero quanto o que vem do pé das montanhas; nenhuma oração é tão calorosa quanto aquela que vem das profundezas da alma por grandes provações e aflições. Portanto, elas nos trazem a Deus, e ficamos mais felizes; pois a proximidade de Deus é felicidade. Venha cristão aflito, não se preocupe com seus pesados fardos, pois eles são arautos de grandes misericórdias.


C.H. Spurgeon

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