quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

25 de Fevereiro.

“...ira vindoura”.
Mateus 3: 7.

É agradável andar pelo campo após uma tempestade, sentir o frescor das ervas depois que a chuva passou, e perceber as gotas brilhando como os diamantes mais puros sob a luz do sol. Essa é a posição de um cristão. Ele está passando por uma terra onde caiu a tempestade sobre a cabeça de seu Salvador e, se há algumas gotas de dor caindo, elas destilam de nuvens de misericórdia e Jesus o anima, assegurando-lhe de que não são para sua destruição. Mas como é terrível ser testemunha da aproximação de uma tempestade; perceber os avisos da tormenta; observar os pássaros no céu fechando suas asas; ver o gado aterrorizado baixando suas cabeças em terror; vislumbrar a face do céu escurecendo, olhar para o sol que não está brilhando, e para os céus zangados! Como é terrível esperar o avanço ameaçador de um furacão – como ocorre algumas vezes nos trópicos – e aguardar em terrível apreensão até que o vento passe furioso, arrancando as árvores de suas raízes, tirando as rochas de seus pedestais e destruindo todos os lugares de habitação do homem! E ainda assim, pecador, esta é sua posição atual. Nenhuma gota quente ainda caiu, mas a chuva de fogo está vindo. Nenhum vento terrível uivou ao seu redor, mas a tempestade de Deus está reunindo sua artilharia ameaçadora. Os fluxos de água ainda estão represados pela misericórdia, mas as comportas logo serão abertas: os raios de Deus estão ainda em Seu armazém, contudo, eis que a tempestade se apressa e quão terrível será aquele momento em que Deus, revestido de vingança, marchará em fúria! Onde, onde, onde, ó pecador, você esconderá sua face, ou para onde fugirá? Ah, que a mão da misericórdia possa agora guia-lo a Cristo! Ele se coloca diante de você no evangelho: Suas chagas  são a rocha do abrigo. Reconheça que precisa dele; acredite nele, entregue-se a Ele e então a fúria se desviará de você para sempre.



C.H. Spurgeon 

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