quarta-feira, 4 de maio de 2016

04 de Maio.

“Acaso, fará o homem para si deuses que , de fato, não são deuses?”.
Jeremias 16: 20.

O grande e constante pecado da idolatria acompanhou o antigo Israel, e o Israel espiritual é atormentado por tendência à mesma loucura. A estrela de Renfã não brilha mais, e as mulheres não choram mais por Tamuz, mas Mamom ainda impõe seu bezerro de ouro, e os santuários do orgulho não são abandonados. O ego de varias maneiras, luta para sujeitar os escolhidos ao seu domínio, e a carne prepara seus altares onde encontra espaço. Os filhos prediletos são, frequentemente, a causa de muitos pecados entre os cristãos; o Senhor se entristece quando nos vê bajulando-os além dos limites; eles viverão para ser uma maldição tão grande para nós como Absalão foi para Davi, ou serão tirados de nós deixando nossos lares desolados. Se os cristãos quiserem cultivar espinhos para acolchoar seus travesseiros insones, então deixemos que mimem seus queridos.
É dito corretamente que eles “não são deuses”, pois o objeto de nosso insensato amor é uma bênção duvidosa; a consolação que nos dão agora é perigosa, e a ajuda que poderão nos dar na hora das dificuldades, na verdade, é muito pequena. Por que, então, ficamos tão enfeitiçados por vaidades? Temos pena dos pobres pagãos que adoram um deus de pedra, e ainda assim, adoramos um deus de ouro. Onde está a vasta superioridade entre um deus de carne e um de madeira? O princípio, o pecado, a loucura é a mesma em qualquer dessas situações, só que no nosso caso, o crime é agravado porque temos mais luz e pecamos diante dela. Os pagãos se inclinam perante uma falsa deidade, mas nunca conheceram o verdadeiro Deus; nós cometemos dois males, na medida em que abandonamos o Deus vivo e nos voltamos para os ídolos.
Que o Senhor purifique a todos nós desta iniquidade gravíssima!
O mais querido ídolo que eu conhecer,
Seja qual for esse ídolo;
Ajuda-me a arrancá-lo do Teu trono,
E adorar apenas a ti.


C.H. Spurgeon 

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