terça-feira, 24 de maio de 2016

24 de Maio.

“Bendito seja Deus, que não me rejeita a oração...”.
Salmo 66: 20

Ao olhar para trás, para a natureza de nossas orações, se as fizermos honestamente, devemos estar completamente maravilhados que Deus as tenha respondido. Deve haver algumas pessoas que pensam que suas orações são dignas de aceitação – como fez o fariseu; mas o verdadeiro cristão, num retrospecto mais iluminado, chora sobre suas súplicas, e se ele pudesse refazer seus passos, desejaria orar mais fervorosamente. Lembre-se, cristão, de quão frias suas orações tem sido. Quando está em seu retiro, você deveria lutar como lutou Jacó; mas, em vez disso, suas petições têm sido fracas e poucas – muito diferentes daquela fé humilde, fervorosa e perseverante que clama: “Não te deixarei ir se me não abençoares”. Ainda assim, é maravilhoso dizer que Deus ouviu estas suas orações frias, e não apenas as ouviu, mas as respondeu. Reflita também, quão infrequentes foram suas orações a menos que estivesse em aflição, quando então você ia muitas vezes ao trono da graça: mas quando a libertação chegava, onde ficava sua súplica constante? Ainda assim, apesar de você ter cessado de orar como antes fazia, Deus não deixou de abençoá-lo. Quando você negligenciou o altar, Deus não desertou dele, mas a brilhante luz do Shekinah sempre esteve visível entre as asas dos querubins. Ah! É maravilhoso que o Senhor considere esses espasmos intermitentes de impertinência que vão e vem conforme nossas necessidades. Que Deus é esse que escuta as orações daqueles que vêm a Ele quando têm necessidades urgentes, mas o negligenciam quando recebem a misericórdia? Que se aproximam quando são forçados a vir, mas que quase esquecem de se dirigir a Ele quando as bênçãos são muitas e as aflições poucas? Que Sua graciosa bondade em ouvir tais orações toque o nosso coração, de modo que sejamos encontrados “com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito”.


C.H. Spurgeon.

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