segunda-feira, 16 de maio de 2016

16 de Maio.

"...que tudo nos proporciona ricamente para nosso aprazimento”.
1° Timóteo 6: 17.

Nosso Senhor Jesus é sempre abençoador e, jamais, nem por um único momento, retira Sua mão. Enquanto houver um jarro de graça que ainda não esteja cheio até a borda, o óleo não cessará de fluir.
Ele é um sol que sempre brilha; é o maná sempre caindo pelo campo; é uma rocha no deserto, sempre enviando fluxos de vida de Seu lado ferido. A chuva de Sua graça está sempre caindo; o rio de Sua generosidade está sempre correndo, e o poço de Seu amor está constantemente transbordando. Como o Rei jamais pode morrer, da mesma forma Sua graça nunca falha. Diariamente colhemos Seu fruto, e Seus galhos se inclinam em direção às nossas mãos com um novo estoque de misericórdia. Há sete banquetes por semana e refeição farta todos os dias do ano e isso acontece em todos anos. Quem, alguma vez, voltou da porta do Senhor sem uma bênção? Quem, alguma vez, se levantou de Sua mesa, insatisfeito, ou de Seu colo, não maravilhado? Suas misericórdias são novas a cada manhã e frescas a cada noite. Quem pode saber a quantidade de Seus benefícios, ou relembrar alista de sua generosidade? Cada grão de areia que cai da ampulheta do tempo é apenas um seguidor tardio de uma miríade de misericórdias. As asas de nossas horas são cobertas com a prata de Sua bondade e com o ouro de Sua afeição. O rio do tempo leva, desde as montanhas da eternidade, a areia dourada de Seu favor.
As incontáveis estrelas não passam de porta-estandartes de uma incontável multidão de bênçãos. Quem pode contar a poeira dos benefícios que Ele concedeu a Jacó, ou relatar a quarta parte das Suas misericórdias para com Israel? De que maneira minha alma exaltará aquele que diariamente me enche de benefícios e que me coroou com benignidade? Ah, que minha oração possa ser tão incessante quanto Sua generosidade! Ah, língua miserável, como pode ficar em silêncio? Acorde, ore, para que eu não lhe chame mais de minha glória, mas de minha vergonha. “Despertai, saltério e harpa! Quero acordar a alva”.


C.H. Spurgeon. 

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