Onde o medo encontra a fé.
“Depois de terem remado cerca de cinco ou seis quilômetros,
viram Jesus aproximando-se do barco, andando sobre o mar, e ficaram
aterrorizados”. João 6: 19.
A fé muitas vezes nasce do medo.
O medo impeliu Pedro a pular do barco (Mt. 14: 28-31). Ele navegara
sobre essas ondas antes. Sabia o que as tempestades podiam fazer. Tinha ouvido
histórias. Tinha visto restos de naufrágios. Conhecia as viúvas. Sabia que
aquela tempestade podia matar. E quis fugir.
A noite inteira ele quis fugir da tempestade. Durante nove
horas ele segurara cordas de vela e lutara com os remos. Estava ensopado até a
alma e cansado até os ossos dos fúnebres gemidos do vento.
Olhe nos olhos de Pedro nessa noite tempestuosa e você não verá
convicção. Analise seu rosto e não encontrará uma expressão corajosa. Encontrará,
sim, um medo sufocante que fazia palpitar o coração de um homem sem saída.
De seu medo, porém, nasceria um ato de fé, pois a fé muitas
vezes nasce do medo.
Pense bem: você acha que , se Pedro tivesse visto Jesus
caminhando sobre as águas num dia de calmaria, teria deixado o barco para ir ao
encontro do Mestre?
Duvido.
Pedro tem consciência de dois fatos: ele está afundando e
Jesus permanece lá, de pé. Ele sabe onde preferia estar.
Não há nada de errado nessa reação.
A fé que surge a partir do medo nos aproxima do Pai.
Pai celestial, usa meus medos para fortalecer minha fé. Quando
vierem situações que ameacem destruir-me, ajuda-me a correr para os teus braços.
Amém.
Max Lucado.
Nenhum comentário:
Postar um comentário