quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

14 de Janeiro.

Onde o medo encontra a fé.

“Depois de terem remado cerca de cinco ou seis quilômetros, viram Jesus aproximando-se do barco, andando sobre o mar, e ficaram aterrorizados”. João 6: 19.

A fé muitas vezes nasce do medo.
O medo impeliu Pedro a pular do barco (Mt. 14: 28-31). Ele navegara sobre essas ondas antes. Sabia o que as tempestades podiam fazer. Tinha ouvido histórias. Tinha visto restos de naufrágios. Conhecia as viúvas. Sabia que aquela tempestade podia matar. E quis fugir.
A noite inteira ele quis fugir da tempestade. Durante nove horas ele segurara cordas de vela e lutara com os remos. Estava ensopado até a alma e cansado até os ossos dos fúnebres gemidos do vento.
Olhe nos olhos de Pedro nessa noite tempestuosa e você não verá convicção. Analise seu rosto e não encontrará uma expressão corajosa. Encontrará, sim, um medo sufocante que fazia palpitar o coração de um homem sem saída.
De seu medo, porém, nasceria um ato de fé, pois a fé muitas vezes nasce do medo.
Pense bem: você acha que , se Pedro tivesse visto Jesus caminhando sobre as águas num dia de calmaria, teria deixado o barco para ir ao encontro do Mestre?
Duvido.
Pedro tem consciência de dois fatos: ele está afundando e Jesus permanece lá, de pé. Ele sabe onde preferia estar.
Não há nada de errado nessa reação.
A fé que surge a partir do medo nos aproxima do Pai.

Pai celestial, usa meus medos para fortalecer minha fé. Quando vierem situações que ameacem destruir-me, ajuda-me a correr para os teus braços. Amém.


Max Lucado. 

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