As mãos do Mestre.
“Depois trouxeram crianças a Jesus, para que lhes impusesse
as mãos e orasse por elas”.
Mateus 19: 13.
Mãos que pertencem a um rei, mas não tocaram cetim nem possuíram
ouro. Não seguraram um cetro nem acenaram do alto da sacada de um palácio. Não pegaram
a pena nem guiaram o pincel.
As mãos do Mestre trabalharam com afinco na carpintaria. Seguraram
o martelo, a plaina, o formão, o serrote. Lixaram, maldaram e deram utilidade à
madeira. Formaram calos, ficaram sujas, se cansaram.
E, quando era chegada a hora, realizaram obras ainda mais
preciosas.
Bateram palmas de alegria na festa de casamento. Abençoaram as
crianças e seguraram dedos pequeninos e confiantes. Tocaram os olhos dos cegos,
os ouvidos do surdo, a ferida doleproso. Enxugaram com ternura a lágrima da viúva
exausta.
Resgataram Pedro quando ele afundava nas águas tempestuosas.
Lavaram os pés dos discípulos. Partiram o pão. Tomaram o cálice.
Em angustia, arranharam o chão do Getsêmani. Acolheram os
cravos romanos que as pregaram à cruz.
Removeram o pano que cobria a face no dia da ressurreição. Dissiparam
as dúvidas de Tomé. Estenderam-se num breve adeus aos discípulos antes de
voltarem à glória.
E é por isso tudo que nas mãos do Mestre estamos eternamente
seguros.
Querido Mestre, usaste tuas mãos pra servir, curar,
consolar, revigorar, conduzir, alegrar. Ajuda-me a seguir o teu exemplo e usar
minhas mãos como instrumentos de tua compaixão aqui na terra. Amém.
Max Lucado.
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