terça-feira, 20 de janeiro de 2015

20 de Janeiro.

As mãos do Mestre.

“Depois trouxeram crianças a Jesus, para que lhes impusesse as mãos e orasse por elas”.
 Mateus 19: 13.

Mãos que pertencem a um rei, mas não tocaram cetim nem possuíram ouro. Não seguraram um cetro nem acenaram do alto da sacada de um palácio. Não pegaram a pena nem guiaram o pincel.
As mãos do Mestre trabalharam com afinco na carpintaria. Seguraram o martelo, a plaina, o formão, o serrote. Lixaram, maldaram e deram utilidade à madeira. Formaram calos, ficaram sujas, se cansaram.
E, quando era chegada a hora, realizaram obras ainda mais preciosas.
Bateram palmas de alegria na festa de casamento. Abençoaram as crianças e seguraram dedos pequeninos e confiantes. Tocaram os olhos dos cegos, os ouvidos do surdo, a ferida doleproso. Enxugaram com ternura a lágrima da viúva exausta.
Resgataram Pedro quando ele afundava nas águas tempestuosas.
Lavaram os pés dos discípulos. Partiram o pão. Tomaram o cálice.
Em angustia, arranharam o chão do Getsêmani. Acolheram os cravos romanos que as pregaram à cruz.
Removeram o pano que cobria a face no dia da ressurreição. Dissiparam as dúvidas de Tomé. Estenderam-se num breve adeus aos discípulos antes de voltarem à glória.
E é por isso tudo que nas mãos do Mestre estamos eternamente seguros.

Querido Mestre, usaste tuas mãos pra servir, curar, consolar, revigorar, conduzir, alegrar. Ajuda-me a seguir o teu exemplo e usar minhas mãos como instrumentos de tua compaixão aqui na terra. Amém.


Max Lucado. 

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