“Beija-me com os beijos de tua boca...”.
Cântico dos Cânticos 1: 2.
Durante diversos dias estivemos discorrendo sobre a paixão do
Salvador, e logo mais à frente voltaremos a este assunto. No inicio de um novo
mês, busquemos os mesmos desejos por nosso Senhor que aqueles que brilham no
coração da esposa eleita. Veja como ela se volta imediatamente para Ele: não há
palavras introdutórias; ela nem mesmo diz seu nome; seu coração está totalmente
voltado para Ele, pois fala daquele que era o único no mundo para ela.
Como é corajoso o seu amor! Foi uma grande condescendência que
permitiu à chorosa penitente ungir os pés de Cristo com nardo – foi rico o amor
que permitiu a Maria sentar-se aos Seus pés e aprender com Ele – mas aqui, o
amor, o forte e fervoroso amor, aspira a símbolos mais elevados de respeito e
sinais mais próximos de comunhão. Ester tremeu na presença de Assuero, mas a
esposa, na alegre liberdade do amor perfeito, não conhece o medo. Se recebermos
o mesmo espirito livre, também poderemos
pedir da mesma forma. Por beijos, supomos ser aquelas variadas manifestações de
afeiçoadas quais o cristão deve desfrutar no amor de Jesus. O beijo da
reconciliação desfrutamos em nossa conversão, e foi tão doce como o mel
escorrendo do favo.
O beijo da aceitação ainda está quente em nossa testa,
quando soubemos que Ele nos aceitou e a nossos atos por meio de Sua rica graça.
O beijo da comunhão diária e presente é aquele pelo qual suspiramos, mesmo
sendo repetido diariamente até ser trocado pelo beijo da recepção, que elevará
a alma da terra; e o beijo da consumação que se enche com a alegria do céu. Fé é
o nosso andar, mas comunhão sensível é o nosso descanso. Fé é a estrada, mas comunhão
com Jesus é a fonte da qual os peregrinos bebem.
“Ah, Amado de nossa alma, não sejas um estranho para nós;
que os lábios da Tua bênção encontrem os lábios de nossas suplicas; que os lábios
de Tua plenitude toquem os lábios de nossa necessidade e o beijo acontecerá
imediatamente”.
C.H. Spurgeon
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