domingo, 3 de abril de 2016

03 de Abril.

"Então, Pilatos o entregou para ser  crucificado". 
João 19: 16.


Ele passou toda a noite em agonia; tinha passado a manhã na casa de Caifás, fora levado de Caifás a Pilatos, de Pilatos a Herodes, e de Herodes, de volta a Pilatos; restava-lhe, portanto, pouca força, e ainda assim não lhe foi permitido nenhum repouso ou descanso. Eles estavam ansiosos por Seu sangue, e por isso, levaram-no para morrer, carregando a cruz. Ah, dolorosa procissão! Bem podem As filhas de Jerusalém chorar. Minh'alma, chore também. O que aprendemos aqui, ao ver nosso bendito Senhor ser levado? Será que não percebemos essa verdade estabelecida no simbolismo do bode expiatório? O sumo sacerdote não trouxe o bode expiatório e colocou as mãos sobre sua cabeça, confessando os pecados do povo, para que aqueles pecados pudessem recair sobre o bode e não fosse imputado às pessoas? Então, o bode era levado embora para o deserto por um homem justo, carregando os pecados do povo, de modo que se fossem procurados, não poderiam ser encontrados. Agora, vemos Jesus ser levado perante os sacerdotes e governantes, que o julgaram culpado; o próprio Deus imputa nossos pecados a Ele: "o Senhor fez cair sobre ele a iniquidade de nós todos"; "Ele o fez pecado por nós"; e, como o substituto de nossa culpa, suportando nosso pecado sobre Seus ombros, representado pela cruz vemos o grande Bode Expiatório ser levado pelos nomeados oficiais de justiça. Amado, você se sente seguro de que Ele levou seus pecados? Quando olha para a cruz nos ombros de Cristo, ela representa os pecados que você comete? Há uma forma de dizer se Ele levou ou não os seus pecados. Você colocou sua mão sobre a cabeça Dele, confessou seu pecado e se entregou a Ele? Então, seu pecado não está mais sobre você; foi totalmente transferido pela bendita imputação a Cristo, e Ele o suporta sobre Seus ombros como uma carga mãos pesada do que a cruz. Não permita que está imagem desapareça até que você tenha se alegrado em sua própria libertação e adorado o amoroso Redentor, sobre quem suas iniquidades foram lançadas.

C. H. Spurgeon

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