quinta-feira, 21 de abril de 2016

21 de Abril.

“Porque eu sei que o meu Redentor vive...”.
Jó 19: 25.

A essência do consolo de Jó reside naquela pequena palavra “meu”- “meu Redentor”, e no fato de que o Redentor vive. Ah , apegar-se ao Cristo vivo! Precisamos nos apropriar dele antes de desfrutarmos Dele. De que me adianta o ouro na mina? Homens são mendigos no Peru e imploram pão na Califórnia. É o ouro em minha bolsa que irá satisfazer minhas necessidades quando compro o pão de que preciso. Que utilidade teria o Redentor que não redime a mim, um vingador que nunca reivindica o meu sangue?
Não se contente até que, pela fé, possa dizer: “Sim, eu me entrego ao meu Senhor vivo, e Ele é meu”. Talvez você o segure com a mão enfraquecida, pois pensa ser presunçoso dizer: “Ele vive como meu Redentor”, ainda assim, lembre-se de que se você tiver a fé do tamanho de um grão de mostarda, essa pequena fé lhe permitirá dizer isso. Mas há outra expressão aqui que demonstra a forte confiança de Jó: “Eu sei”. Dizer: “Eu espero, eu confio” é confortável; e há milhares no rebanho de Jesus que nunca vão chegar tão longe. Contudo, para alcançar a essência da consolação, você deve dizer: “Eu sei”. Ses, porens e talvez são os assassinos seguros da paz e do conforto. Duvidas são brumas sombrias em momentos de tristeza. Como vespas elas ferroam a alma! Se eu tenho qualquer suspeita de que Cristo não é meu, então há vinagre misturado com o fel da morte; mas, se eu sei que Jesus vive por mim, então a escuridão não é escura: mesmo anoite é luz para mim. Certamente se Jó, naqueles tempos antes da vida e do advento de Cristo, pôde dizer: “Eu sei”, nós não devemos falar com menos segurança. Deus proíbe nossa positividade se torne presunção. Vejamos se nossas evidencias estão certas, para não construir sobre elas uma esperança infundada; e então não vamos mos satisfazer com a mera fundação, pois é dos cômodos de cima que temos uma visão mais ampla. Um Redentor vivo, verdadeiramente meu, é uma alegria indescritível.


C.H. Spurgeon. 

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