“O meu amado é para mim um saquitel de mirra...”.
Cânticos dos Cânticos 1: 33.
A mirra pode muito bem ser escolhida como uma alegoria de
Jesus, por causa de sua preciosidade, perfume, amenidade, por suas qualidades terapêuticas
preservação e desinfecção, e por sua conexão com sacrifício. Mas por que Ele é
comparado a “um saquitel de mirra”?
Primeiramente, pela abundancia. Ele não é uma gota, é uma
caixa cheia. Ele não é um raminho ou uma flor, é um buquê inteiro. Há o
suficiente em Cristo para todas as minhas necessidades; que eu não seja lento
em me beneficiar. Nosso bem-Amado é comparado novamente a um “saquitel”, por
causa da variedade: porque há em Cristo não apenas algo que seja necessário,
mas “nele habita, corporalmente, toda a plenitude da divindade”, tudo o que é necessário
está nele. Observe Jesus em Seus diferentes papéis e você verá uma variedade
maravilhosa – Profeta, Sacerdote, Rei, Marido, Amigo, Pastor. Considere Sua vida,
morte, ressurreição, ascensão, segunda vinda; veja Sua virtude, gentileza,
coragem, autonegação, amor, fidelidade, verdade, justiça – em tudo Ele é um buquê
de preciosidade. Ele é um “saquitel de mirra” para preservação – não deixe a
mirra cair no chão e ser pisada, mas amarre-a bem, a mirra deve ser guardada
numa caixa. Devemos valorizá-la como nosso maior tesouro; precisamos dar muito
valor às Suas palavras e decretos; e devemos manter nossos pensamentos e
conhecimentos sobre Ele como que
trancados a chave, a fim de que o diabo nada roube de nós. Além disso, Jesus é
um “saquitel d mirra” para especialidade. O símbolo sugere a ideia de graça
distinta e discriminada. Antes da fundação do mundo, Ele foi separado para Seu
povo; e espalha Seu perfume apenas sobre aqueles que entendem como entrar em
comunhão com Ele e como ter um relacionamento íntimo com Ele. Ah! Povo bendito
que o Senhor admitiu em Sua intimidade e para quem se separou.
Ah! Felizardos que podem dizer: “Um saquitel de mirra é meu bem-Amado para mim”.
C.H. Spurgeon.
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