sábado, 13 de outubro de 2012
A Parábola do Rio. Parte 3.
— O que ele está fazendo é errado — concordou o mais jovem. — Mas o que fizemos é igualmente mau. Nós desobedecemos. Tocamos o rio. Ignoramos as advertências de nosso pai. — Bem, podemos ter cometido um ou dois enganos, mas comparados àquele coitado da choupana, nós somos santos. Papai vai perdoar nosso pecado, e castigar a ele. — Venha — instaram os dois irmãos. — Volte ao fogo conosco. — Não. Acho que devo manter o olho em nosso irmão. Alguém precisa conservar uma recordação de seus erros para mostrar a papai. Assim, os dois retornaram, deixando um irmão construindo eo outro julgando.Os dois filhos remanescentes ficaram perto do fogo,encorajando-se mutuamente e falando do lar. Então, ao acordar numa manhã, o mais novo achou-se sozinho. Procurou pelo irmão,e encontrou-o perto do rio, amontoando pedras. — As coisas não são assim — explicou o amontoador de pedras, enquanto trabalhava. — Meu pai não vem a mim. Eu devo ir a ele. Eu o ofendi. Insultei-o. Falhei com ele. Há apenas uma opção: construirei um caminho de pedras sobre o rio, e irei até a presença de nosso pai. Pedra sobre pedra, eu as amontoarei até que sejam suficientes para eu viajar rio acima, em direção ao castelo. Ao ver quão duro eu tenho trabalhado, e quão diligente tenho sido, nosso pai não terá escolha: aluirá a porta, e me deixará entrar em sua casa.O último irmão não soube o que dizer. Voltou a sentar-se sozinho junto ao fogo. Certa manhã, ouviu atrás de si uma voz familiar. — Papai mandou-me buscar vocês, e levá-los para o lar.Levantando os olhos, ele viu a face de seu irmão mais velho. — Você veio buscar-nos! — Gritou ele. E ambos ficaram abraçados por um longo tempo. — E os outros? — Perguntou finalmente o mais velho.
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