Ele assumiu nosso lugar.
“Cristo [...] se tornou maldição em nosso lugar”. Gálatas 3:
13.
Todos os aspectos da crucificação tinham o propósito de não apenas
ferir a vítima, mas de envergonhá-la. A morte sobre a cruz normalmente era
reservada para os criminosos, homicidas e semelhantes. A pessoa condenada
marchava pelas ruas da cidade, levando nos ombros a travessa da cruz e usando
uma placa no pescoço que indicava seu crime.
No local da execução, era despido e zombado.
A crucificação era tão abominável que Cícero escreveu: “Que
o próprio nome da cruz esteja longe, não apenas do corpo de um cidadão romano,
mas até mesmo de seus pensamentos, seus olhos e seus ouvidos”.
Jesus foi não apenas envergonhado diante das pessoas; Ele
foi envergonhado diante do céu.
Uma vez que levou sobre si o pecado do assassino e do
adúltero, Ele sentiu a vergonha do assassino e do adúltero. Ainda que nunca
tivesse mentido, Ele carregou a desgraça de um mentiroso. Embora jamais tivesse
trapaceado, sentiu o embaraço de um trapaceiro. Uma vez que levou o pecado do
mundo, ele sentiu a vergonha coletiva do mundo.
Enquanto estava na cruz, Jesus sentiu a indignidade e a desgraça de um criminoso. Não, Ele não cometeu
nenhum pecado. E não, Ele não merecia ser sentenciado. Mas eu e você sim,
erramos e merecíamos.
Senhor Jesus, tu sofreste a mais vil desgraça e vergonha
sobre a cruz. E tu o fizeste em favor do mais vil e desgraçado pecador. Por tua
graça tu não nos dizes para mudar, mas tu nãos ajudas a mudar.
Tu nos aceitas como somos, quando nos chegamos a ti com o coração
arrependido.
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