terça-feira, 5 de janeiro de 2016

05 de Janeiro

“E viu Deus que a luz era boa, e fez separação entre a luz e as trevas”.
Gênesis 1: 4.

A luz pode ser boa, sendo que surgiu daquela declaração de bondade: “Haja luz”. Nós, que desfrutamos dela, deveríamos ser mais gratos do que somos, e vermos mais de Deus nela e por ela. A luz física, segundo Salomão, é doce, mas a luz do evangelho é infinitamente mais preciosa porque revela coisas eternas e ministra à nossa natureza imortal. Quando o Espírito Santo nos dá luz espiritual e abre nossos olhos para contemplar a glória de Deus na face de Jesus Cristo, contemplamos o pecado em suas cores verdadeiras, e a nós mesmos em nossa verdadeira posição; vemos o Santíssimo Deus como Ele se revela, o plano de misericórdia como ele o propôs e o mundo por vir, como a Palavra descreve. A luz espiritual tem muitos raios e cores prismáticas, mas sejam elas conhecimento, alegria, santidade ou vida, todas são divinamente boas.
Se a luz recebida é tão boa assim, como deve ser a luz essencial, e como deve ser glorioso o lugar onde Ele se revela. Ó Senhor, como a luz é tão boa, dê-nos mais dela, e mais de si mesmo, a verdadeira luz.
E tão logo haja uma boa coisa no mundo, uma divisão é necessária. Luz e escuridão não se comunicam; Deus as dividiu, não as confundamos. Filho da luz não devem ter comunhão com obras, doutrinas ou falsidades das trevas. Os filhos do dia devem ser sóbrios, honestos e corajosos no trabalho de seu Senhor, deixando as obras das trevas para aqueles que devem lidar com elas para sempre. Nossas igrejas devem, por disciplina, separar a luz das trevas, e nós devemos, por nossa distinta separação do mundo, fazer o mesmo. Ao julgar, ao agir, ao ouvir, ao ensinar, ao nos associar, devemos discernir entre o precioso e o vil, e manter a grande distinção que o Senhor fez sobre a terra no primeiro dia.
Ó, Senhor Jesus, seja a nossa luz ao longo de todo este dia, pois Tua luz é a luz dos homens.


C.H. Spurgeon.

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