segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

11 de Janeiro.

“... estes não tem raiz...”
Lucas 8: 13.

Minh’alma, examine-se esta manhã à luz desse texto.
Você recebeu a palavra com alegria; ela mexeu com sua emoção e causou uma impressão vívida; mas lembre-se: receber a palavra com os ouvidos é uma coisa, e receber Jesus em sua alma é bem outra; emoções superficiais normalmente estão associadas ao endurecimento de coração, e uma impressão vivida da Palavra nem sempre é duradoura. Na parábola, uma das sementes cai sobre um chão de pedras coberto por uma fina camada de terra; quando a semente começou a criar raiz, ela esbarrou na pedra dura, e então, esta passou a colocar todo sua força em empurrar o broto verde o mais alto possível, mas não tendo umidade interior vinda do alimento da raiz, a planta secou. É esse o meu caso? Tenho demonstrado uma aparência piedosa sem ter uma vida interior correspondente? O bom crescimento acontece para cima e para baixo ao mesmo tempo. Estou enraizado em sincera fidelidade e amor a Jesus? Se meu coração permanece endurecido e não fertilizado pela graça, a boa semente pode germinar durante uma estação, mas, por fim, secará, pois não pode florescer num coração endurecido, intacto, não santificado. Conceda-me temer uma santidade tão rápida no crescimento, quanto carente em resistência, semelhante à planta de Jonas; conceda-me falar do preço de ser um seguidor de Jesus, acima de tudo, conceda-me sentir a energia de Seu Santo Espírito, e então terei uma semente duradoura e resistente em minha alma. Se minha mente permanece tão inflexível quanto era por natureza, o sol do julgamento vai queimar, e meu duro coração ajudará a aumentar terrivelmente o calor sobre a semente mal coberta, e minha religião logo morrerá, e meu desespero será terrível. “Entretanto, ó Semeador celeste, que eu seja arado primeiro, e então, lançada a verdade sobre mim, e me permita render uma colheita abundante”.


C.H. Spurgeon 

Nenhum comentário:

Postar um comentário