segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

18 de Janeiro.

“Portanto, resta um repouso para o povo de Deus”.
Hebreus 4: 9

Como será diferente do que é aqui, o estado do cristão no céu! Aqui ele nasce para trabalhar e se cansar, mas na terra do imortal, a fadiga não é conhecida.
Ansioso para servir seu Mestre, o cristão descobre que sua força é desigual ao seu zelo: seu grito constante é, “ajuda-me a servir-te, ó meu Deus”. Se ele for bem ativo, terá muito trabalho; não demais para sua vontade, porém mais do que suficiente para o seu poder, então ele gritará: “Não estou cansado do trabalho, mas estou cansado nele”. Ah, cristão, o dia quente de cansaço não dura para sempre, o sol está quase no horizonte; ele deverá nascer de novo com um dia mais claro do que vocês jamais viram na terra onde servem a Deus dia e noite, e ainda descansarão de seus trabalhos. Aqui, o descanso é parcial, lá, é perfeito. Aqui, o cristão está sempre perturbado, sente que ainda não alcançou o objetivo. Lá, tudo é descanso; alcançaram o topo da montanha; ascenderam ao seio de seu Deus. Não poderão ir mais alto. Ah, trabalhador desgastado, pense apenas em quando terá descanso para sempre! Não consegue conceber isso? É um descanso eterno; um descanso que “repousa”. Aqui , minhas flores murcham; meus copos delicados desgastam; meus pássaros mais doces caem perante as flechas da morte; meus dias mais prazerosos são ofuscados em noites; e as marés da minha felicidade desaparecem  em fluxos de tristeza; mas lá tudo é imortal; a harpa permanece sem ferrugem, a corroa de louros não seca, o olho não esmaece, a voz continua firme, o coração não se abala e o ser imortal é totalmente absorvido no prazer infinito. Que dia feliz!
Feliz, quando a mortalidade for engolida pela vida e o Sábado Eterno começar.


C.H. Spurgeon. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário